Programa Acolher, da SPLS, alcança populações muito vulneráveis com excelentes parceiros

Data Evento

30 de Setembro, 2025    
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Programa Acolher, da SPLS, alcança populações muito vulneráveis com excelentes parceiros

“A Farmácia Estácio Xabregas, uma Farmácia Shee, não poderia ficar indiferente a esta causa. Acreditamos que cuidar é fazer a diferença, e porque com saúde a vida é mais fácil, unimo-nos à Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, para apoiar mulheres refugiadas e vítimas de violência.”

Projeto apoiado através da iniciativa social descentralizada do banco BPI – grupo Caixa Bank e Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa


SPLS agradece ajuda do Saúde SUL ao programa ACOLHER

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, através da sua Presidente, Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, agradece o apoio relevante da Saúde Sul para a execução do programa ACOLHER.

“A Saúde Sul tem sido um parceiro fundamental para a SPLS em todos os momentos e projetos. Graças à sua ajuda, conseguimos tornar as nossas ações mais eficazes e chegar a mais pessoas. Muito obrigado à Dra. Joana Paula pelo compromisso e pelo sentimento de missão”.

 


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Programa ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde agradece o excelente apoio dos cerca de 50 profissionais que se associaram a este programa de capacitação, apoio , empoderamento e humanização junto da população migrante e refugiados.

O apoio de muitos parceiros a nível operacional e financeiro tornou este projeto num PROGRAMA NACIONAL para continuar em redes sinergicas.

Em nome da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde agradeço a todos.

Destacar a consultoria de Alexander Kpatueh, do Fórum Refúgio e do Prof Miguel Arriaga . Muito Obrigada.

Muito obrigada a todos, por este vosso gesto de grande generosidade e solidariedade.

Que outros intervenientes na sociedade possam fazer o mesmo que fizeram de forma tão responsiva.

Vários especialistas estão a trabalhar para que haja mais saúde, mais bem estar e competências neste programa a nível nacional.

As áreas da saúde e do bem estar, promotores de maior qualidade de vida, mais literacia em saúde, são o nosso ensejo para termos um mundo mais justo, mais seguro, mais consciente e sobretudo mais participativo.

Apelo as organizações ligadas ao mundo farmacêutico, as associações de maior dimensão, ou não, têm também esta vertente de responsabilidade social e de contribuir para a capacitação destas pessoas mais vulneráveis, pelo que apelamos para que contribuam para este projeto de humanização da sociedade, e de participação individual e social.

Todos temos um contributo para fazer dos outros melhores.

Prof. Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde

 

Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) anuncia o lançamento do Projeto ACOLHER, uma iniciativa nacional pioneira dedicada à deteção precoce de problemas de saúde prioritários em populações refugiadas e migrantes adultos muito vulneráveis. O projeto visa facilitar o acesso a cuidados de saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças através de uma abordagem inclusiva, humanizada e culturalmente sensível, inspirada nos princípios da literacia em saúde e no reforço dos direitos humanos.

Um programa de saúde com impacto social

Projeto ACOLHER responde a uma necessidade urgente: garantir que pessoas em contextos de fragilidade extrema tenham oportunidades reais de diagnóstico precoce, aconselhamento e encaminhamento para cuidados adequados nos domínios biopsicossociais.

Com atuação a nível nacional, o programa integra um conjunto de especialistas e adapta-se às solicitações das entidades locais, ajustando recursos e equipa para chegar a quem mais precisa.

Este programa visa sobretudo migrantes e refugiados, embora possa abranger outros públicos muito vulneráveis como a população sem abrigo e outros.

Enquadramento

A cultura foi definida como os pensamentos, comunicações, ações, costumes, crenças, valores e instituições de grupos raciais, étnicos, religiosos ou sociais (Bjarnason, Mick, Thompson & Cloyd, 2009).

Para compreender e agir sobre as necessidades únicas e diversas dos pacientes, é essencial que os profissionais entendam a importância das diferenças culturais, valorizando, incorporando e examinando seus próprios valores e crenças relacionados com a saúde e das suas organizações de saúde, para conseguirem com eficácia apoiar o princípio do respeito pelas pessoas e o ideal de cuidado transcultural (adaptado de Bjarnason et al, 2009).

A competência cultural tornou-se uma preocupação importante para a prestação de cuidados de saúde contemporâneos, com implicações éticas e legais.

Engebretson et al, 2008, consideram que para tornar a competência cultural relevante para a prática clínica, torna-se necessário um continuum de competência cultural que identifica os níveis de competência cultural (desde a destrutividade cultural, incapacidade cultural, cegueira cultural, precompetência cultural até à proficiência cultural) a valores bem estabelecidos nos cuidados de saúde. Os autores (Engebretson et al, 2008) situam a competência cultural e a proficiência em alinhamento com o cuidado centrado no paciente num modelo que integra o continuum de competência cultural com os componentes do cuidado baseado em evidência (ou seja, melhores práticas de pesquisa, experiência clínica e valores e circunstâncias do paciente) é apresentado.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas à força em todo o mundo (2018)

Vários fatores têm uma grande influência na saúde dos requerentes de asilo; portanto, seu perfil de saúde é marcadamente diferente daquele da população do país de asilo (Müller, et al 2018).

Segundo Muller et al (2018), os principais fatores de impacto na saúde dos refugiados estão ligados às experiências e exposição

  1. no país de origem,
  2. em campos de refugiados e a caminho da Europa e
  3. no processo de imigração para o país de acolhimento e na vida em centros de asilo europeus.

A saúde dos refugiados também é afetada por problemas psicológicos e por doenças infecciosas. Além disso, doenças crónicas que resultam em polimorbidade, cancro e doenças neurológicas são fáceis de ignorar e exigem atenção especial.

As lesões/doenças neurológicas podem ser traumáticas (por exemplo, lesões na medula espinhal), pós-traumáticas (por exemplo, síndromes de dor crónica), resultado de infecções cerebrais ou consequências da fome (por exemplo, epilepsia, ataxia e parestesia). 

Os principais desafios para os profissionais segundo Muller et al (2018) são a falta de consciencialização sobre os problemas específicos de saúde destes refugiados, problemas de linguagem e comunicação intercultural, bem como o acesso e a integração no sistema de saúde.

Num estudo transversal feito entre 360 refugiados adultos falantes de árabe, dari, somali ou inglês sobre as experiências de refugiados com o exame de saúde para requerentes de asilo (Wångdahl et al, 2015), a  literacia em saúde foi medida usando a Escala Sueca de Literacia em Saúde Funcional e o Questionário Europeu de Literacia em Saúde curto e as experiências de comunicação e a utilidade do exame de saúde foram medidas em várias questões. Entre os resultados, observou-se que no exame de saúde para requerentes de asilo, 36% tiveram uma comunicação de baixa qualidade, 55% receberam pouca informação sobre cuidados de saúde e 41% receberam poucos conhecimentos novos e/ou ajuda 26%. Ter literacia em saúde abrangente inadequada em comparação com suficiente foi associada à experiência de uma qualidade de comunicação mais pobre e à experiência de receber informações pouco valiosas sobre cuidados de saúde. Além disso, os autores (Wångdahl et al, 2015) confirmam que ter literacia em saúde abrangente inadequada em comparação com suficiente foi associado à experiência de não receber novos conhecimentos ou de receber ajuda com problemas de saúde

O estudo de Wångdahl et al, (2015) afirma que as experiências dos refugiados indicam que um baixo nível de literacia em saúde abrangente pode atuar como uma barreira para o cumprimento dos propósitos do exame de saúde para requerentes de asilo. A literacia em saúde abrangente parece ser de maior importância nesse contexto  e mais do que aliteracia  funcional em saúde.

Acreditamos assim na Sociedade Portuguesa de Literacia em saúde, e face ás evidências, que o conhecimento dessas condições é obrigatório para garantir a boa prática clínica para essa população de pacientes, que tem uma enorme carga em doenças crônicas, infeciosas, mentais e neurológicas (Muller et al, 2018).

Áreas de intervenção e rastreio

O projeto, nesta perspetiva de evidência cientifica da literatura e das práticas correntes nas organizações e relatadas por profissionais das várias áreas da saúde, levou-nos a conceber um programa especifico que incide sobre esta população muito vulnerável – migrantes e refugiados – e realiza uma avaliação abrangente em múltiplas dimensões da saúde, incluindo:

Áreas de intervenção

Área de Intervenção Atividades / Ações Responsável
Rastreios Hipertensão arterial, Diabetes, Dislipidemia
Cuidados de Saúde Básicos Amamentação, Prevenção de quedas, Navegabilidade no sistema de saúde
Saúde Mental Rastreio e aconselhamento psicológico, com abordagem psicológica e emocional
Saúde Nutricional Avaliação de insegurança alimentar e acesso a alimentos saudáveis
Saúde Oral Deteção de dor dentária, Inspeção visual da cavidade oral, Recomendações de higiene oral
Saúde Sexual e Saúde da Mulher Prevenção de incontinência, Pós-parto, Menstruação, Menopausa, Outros temas relevantes para a saúde feminina
Doenças Infeciosas Orientação e rastreio relacionados com a tuberculose, infeções sexualmente transmissíveis, HIV, Sida e outras
Consultas coletivas áreas da oncologia, medicina geral e familiar e outras

 

Equipa multidisciplinar

O ACOLHER conta com uma equipa altamente qualificada e multidisciplinar. Estes especialistas têm amplo conhecimento das suas áreas e estão habituados a lidar e a intervir junto de populações muito vulneráveis e em risco.

O programa é coordenado pela Prof.ª Doutora Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS, e que integra:

  • Alexandre Kpatue – Consultor, Fórum Refúgio
  • Prof. Doutor Miguel Arriaga – Consultor
  • Enf. Anabela Serra — Enfermeira
  • Dra. Ana Justo — Psicóloga Clínica e da Saúde
  • Mestre Ana Veiga — Enfermeira
  • Dra. Anastasiia Zapotichna — Médica
  • Dr. André Silva — Audiologista
  • Dra. Carla Paiva — Médicos do Mundo
  • Enf. Catarina Esteves Santos — Enfermeira HIV SIDA
  • Dra. Cecília Minas Curta
  • Dra. Coralie Alves — Médica
  • Enf. Cristiana Roque — Enfermeira
  • Mestre Eliana Rocha — Enfermeira
  • Dr. Filipe Serralva – Médico
  • Mestre Hélder Carreira — Enfermeiro
  • Prof. Hélio Bragança da Silva — Fisioterapeuta
  • Dra. Isabel Fernandes
  • Enf. Jorge Brandão — Enfermeiro
  • Dra. Laetitia — GAT
  • Dra. Lídia Veludo — Higienista oral
  • Mestre Mariana Fonseca – Fisioterapeuta
  • Dra. Mariia Melnikova — Médica
  • Ridhi Maugi — Dançarina hindu
  • Mestre Noelia Delicado — Enfermeira
  • Enf. Patrícia Nunes — Enfermeira
  • Prital Ashvin — Dançarina hindu
  • Mestre Sandra Laia Esteves — Enfermeira
  • Dra. Sandra Lucia Rodriguez — Médica dentista
  • Dra. Sandra Santos — Técnica Superior de Educação Especial e reabilitação
  • Dra. Sara Sousa Freitas — Médica
  • Prof. Teresa Kraus — Instituto Politécnico de Leiria
  • Dr. Tiago Cardoso — Jurista doutorando em relações internacionais na área do asilo e migrações
  • Dra. Vânia Costa — Nutricionista
  • Dra. Vitalina Silva — Presidente da APJAS
  • Dr. Willian Gomes — Sociólogo e responsável pela área da Migração no GAT

 

Calendário e locais

  • Período: setembro a dezembro de 2025
  • Locais de Intervenção: Alentejo, Algarve, Almada, Alpiarça, Braga, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Coimbra, Golegã, Leiria, Lisboa, Penafiel, Ponte de Lima e Viana do Castelo.
  • Duração das Ações: entre 1 a 3 horas, conforme o número de beneficiários

Declarações dos especialistas

Coordenadora

Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS

“O Projeto ACOLHER integra avaliação clínica e promoção de competências em saúde, articulando rastreios com a educação para a saúde e a compreensão do sistema. O objetivo não é apenas tratar, mas também capacitar as pessoas para cuidarem de si mesmas, com respeito pela diversidade cultural e pelas histórias de vida.”


Consultores

Alexandre Kpatue, Consultor, Fórum Refúgio

Tenho acompanhado atentamente a implementação bem-sucedida do projeto ACOLHER, que demonstrou forte coordenação, objetivos claros e impacto significativo no acesso dos migrantes à literacia em saúde. As suas atividades melhoraram efetivamente o acesso a serviços e informações essenciais, fortaleceram a comunicação entre profissionais de saúde, a comunidade migrante, e organizações, promovendo um ambiente mais inclusivo. Por meio de apoio direcionado, capacitação e envolvimento local, o projeto abordou barreiras importantes e contribuiu para vias de integração mais eficientes e acolhedoras para migrantes e refugiados no sistema de saúde. No geral, o ACOLHER atingiu os seus objetivos e proporcionou resultados tangíveis e positivos tanto para os prestadores de serviços como para as comunidades que serve.

Em nome do Fórum Refúgio Portugal e da União de Refugiados em Portugal, gostaria de expressar os meus agradecimentos e apreço ao SPLS e a todos os profissionais de saúde e instituições que contribuíram para a implementação bem-sucedida do projeto. Como alguém que trabalha na promoção da integração e inclusão total dos migrantes, o projeto ACOLHER provou ser uma boa prática para um dos principais desafios que os migrantes enfrentam, que é o acesso à sensibilização para os cuidados de saúde e a informação valiosa sobre literacia em saúde. Espero poder contribuir para futuras colaborações e encontrar recursos para tornar o ACOLHER uma iniciativa contínua que ajude a colmatar as lacunas do sistema de saúde em relação aos grupos vulneráveis.

Valorizei muito ter percorrido esta jornada convosco nos últimos meses.

O Projeto ACOLHER promovido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde – SPLS e em que participa o Fórum Refúgio Portugal, é essencial para promover o bem-estar, a saúde, a empatia e dignidade entre os profissionais de saúde e a comunidade de migrantes e refugiados. Ao oferecer apoio, orientação e um espaço seguro, fortalece a autoestima, o bem-estar emocional e a inclusão social. O projeto combate barreiras como dificuldades linguísticas, baixa literacia em saúde e acesso limitado a serviços, desafios que afetam grande parte da população migrante em Portugal. Com práticas acolhedoras e ações colaborativas, o projeto ACOLHER facilita o acesso à informação, cuidados de saúde e prevenção, contribuindo para uma sociedade mais solidária, saudável e humana. Investir no ACOLHER é investir no bem-estar psicossocial das pessoas vulneráveis, e na construção de sociedades inclusivas e compassivas.

 

Prof. Doutor Miguel Arriaga, Diretor da Direção de Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde| Director of the Directorate of Disease Prevention and Health Promotion

“O apoio às populações no âmbito da saúde mental e o fortalecimento da comunicação intercultural é muito importante para garantir uma resposta eficaz às necessidades emergentes, promovendo o bem-estar e a integração”.


Restante equipa

Mestre Eliana Rocha, enfermeira

É um enorme prazer integrar o projeto Acolher… um projeto de pessoas para pessoas, dedicado à Literacia em saúde. Espero que o meu contributo seja favorável a uma vivência das competências parentais mais saudável e com mais conhecimento e informação por parte das famílias migrantes mais vulneráveis, no que respeita aos cuidados de saúde na primeira infância. Viver com mais saúde e em segurança a parentalidade é o meu grande objetivo neste projeto. Que possamos Acolher com humanidade e generosidade todas as pessoas nas nossas comunidades.

Mestre Hélder Carreira – Enfermeiro

O projeto ACOLHER materializa uma resposta humanística urg‌ente‌ às fraturas sociais contemporâneas, constituindo-se como ponte terapê‌utic‌a entr‍e populações re‌fugiadas, migrantes e a sociedade acolhedora. Esta iniciativa da SPLS transcende a mera assistência em saúde: configura um paradigma de cu‍idado i‍ntegr‌al que articula saúde física, mental e nutricional com dignidade cultural. A equipa multidisciplinar opera segundo princípios de l‌iteracia participativa, reconhecendo que a vulnerabilidade não define identid‌ades mas cir‌cu‍nstâ‍ncias transformáveis.

O impacto social manifes‌ta-se na democratização do acesso ao‍s cuid‍ados essenciais, desde o rastreio de doenças crónica‍s a‌té ao acompanhamento ps‌i‌cológ‌ico, criando redes de‍ confiança que restituem pr‍otagonis‍mo às comunidades beneficiárias. Ao pr‍omover encontro‍s interculturais m‍ediados pela solid‌ariedade, o ACOLHER se‌m‌eia uma cidadania c‌osmopolita baseada no reconhecimento mútuo, contribuindo decisiv‌amente para‌ sociedades mais in‍cl‌usivas e coesas.

 

Mestre Sandra Laia Esteves – Enfermeira

Ao integrar a equipa do Projeto ACOLHER, centro a minha intervenção na capacitação de cidadãos migrantes e refugiados para acederem e utilizarem de forma adequada os recursos do Serviço Nacional de Saúde em situações de urgência ou emergência, bem como na transmissão de conhecimentos sobre primeiros socorros perante acidentes domésticos e prevenção de quedas. Este contributo, inserido numa iniciativa que promove cuidados inclusivos e humanizados, visa reforçar a autonomia, a segurança e a integração destes cidadãos, assegurando o exercício pleno dos seus direitos no acesso à saúde

 

Mestre Ana Veiga, enfermeira

O acompanhamento das populações vulneráveis faz parte da missão da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde. Tem sido muito enriquecedor tods as nossas intervenções em prol das pessoas mais vulneráveis.

 

Mestre Mariana Fonseca, fisioterapeuta

A participação como fisioterapeuta no Projeto ACOLHER preenche uma lacuna importante na área da saúde física, ao reforçar a abordagem holística e humana que a iniciativa se propõe ter.
A fisioterapia é uma área chave para garantir que essas populações vulneráveis tenham acesso a cuidados completos e de qualidade.
É com enorme privilégio que faço parte desta equipa multidisciplinar, a fim de cumprir os objetivos propostos.

Prof. Hélio Bragança da Silva, fisioterapeuta

A minha participação neste projeto representa uma oportunidade fundamental para contribuir de forma ativa para a promoção da saúde da população migrante, um grupo frequentemente exposto a barreiras no acesso aos cuidados e a múltiplos determinantes sociais adversos. 

Com a minha experiência em reabilitação cardiovascular e o compromisso com abordagens integradas e inclusivas, pretendo colaborar na implementação de rastreios abrangentes que permitam identificar precocemente doenças crónicas, problemas de saúde mental, necessidades de saúde oral e vulnerabilidades sociais. 

Este envolvimento é, para mim, não apenas uma responsabilidade profissional, mas também um compromisso ético e humano, no sentido de reduzir iniquidades e fortalecer a integração e a qualidade de vida destas comunidades.

Dr. Filipe Serralva, médico

É na missão aos outros que me revejo e na capacidade de dádiva que cada um de nós tem dentro de si. Este programa faz jus ao nome e aos valores da SPLS e da ANESC. É com grande satisfação que integro op programa ACOLHER.

 

Dra. Vânia Costa, nutricionista

O Programa Acolher tem uma dimensãop transversal que nos permite intervir em várias areas. A aleimentação e sem duvida uma das áreas de grande impacto na vioda destas pessoas. Sinto-me muito satisfeita por esta particpação no Programa ACOLHER da SPLS.

 

Enf. Catarina Esteves Santos, enfermeira HIV SIDA

É com imenso orgulho que integro a equipa do Projeto ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde a convite da estimada professora Cristina Vaz de Almeida.

Este projeto, vai decorrer entre setembro e dezembro de 2025 e leva intervenções de saúde e rastreios comunitários a refugiados e migrantes em várias regiões do país — de Lisboa ao Algarve, do Alentejo a Penafiel, passando por Leiria, Castelo Branco e Golegã.

O que mais me entusiasma é a forte aposta na educação para a saúde com um painel de peritos com objectivos comuns de:
• Capacitar as pessoas para reconhecerem sinais de risco e procurarem ajuda atempadamente;
• Promover hábitos de vida saudáveis e sustentáveis, respeitando sempre a diversidade cultural;
• Reforçar a literacia em saúde como ferramenta de inclusão, autonomia e dignidade.

A saúde não se limita ao diagnóstico ou ao tratamento — ela começa pelo conhecimento, pelo empoderamento individual e pela capacidade de cada pessoa tomar decisões informadas sobre o seu bem-estar.

Integrar esta equipa multidisciplinar é uma honra enorme.
Tenho a oportunidade de contribuir para um projeto que alia cuidados de saúde à educação transformadora, chegando a quem mais precisa, com humanidade e proximidade.

Dra. Mariia Melnikova, médica

Fico muito grata pelo convite e pela oportunidade de contribuir para uma causa tão importante!

A minha experiência com migrantes do leste europeu, que acompanho desde 2022, tem-me mostrado a importância de simplificar o acesso aos cuidados de saúde e de tornar o sistema compreensível para todos. Estou ansiosa por partilhar o meu conhecimento e trabalhar em equipa para fazer a diferença na vida destas pessoas.

Como médica, o meu objetivo é ser um ponto de apoio para a comunidade ucraniana e russófona, tanto na literacia em saúde como no apoio direto a utentes em situação irregular que precisam de ajuda.
Por favor, contem comigo para qualquer questão ou necessidade de apoio.

 

Dra. Sara Sousa Freitas, médica

O Projeto ACOLHER é muito mais do que uma intervenção dirigida a populações migrantes em situação de vulnerabilidade — é inclusão em ação. Através da literacia em saúde, devolvemos autonomia, criamos oportunidades de acesso justo a cuidados e construímos caminhos de verdadeira integração na comunidade.

Acredito que o nosso compromisso enquanto profissionais de saúde se cumpre quando reconhecemos a diversidade, porque a saúde só ganha sentido pleno quando é verdadeiramente inclusiva e responde de forma integrada às diferentes dimensões da vida: física, mental, social e educativa.

 

Dr. Tiago Cardoso — Jurista doutorando em relações internacionais na área do asilo e migrações

Acolher, em Saúde, é saber compreender, ouvir, respeitar e cuidar de todos, sem exceção. Sem olhar a origem, raça, etnia, credo e às diferenças culturais e sociais. Por isso é que é tão importante saber acolher todos com o mesmo sentido de responsabilidade, de missão, de competência e dedicação, apesar das suas pequenas diferenças.
Assim, acolher em Saúde refugiados e requerentes de asilo assume uma especial dimensão do Acolher. Estamos a lidar com cidadãos com especiais vulnerabilidades, que tiveram percursos migratórios, muitas das vezes, traumáticos, sujeitos a violações dos seus direitos humanos nos seus países de origem e que, uma vez chegados a um estado que os acolhe, enfrentam dificuldades que podem afetar o seu processo de integração.

Ora, é aqui que Acolher em Saúde assume um papel determinante para na ajuda que podemos dar para que estas dificuldades sejam ultrapassadas e possamos, em conjunto, ajudar a atingir a potencialidade de cada um de nós. É preciso saber ouvir e estar atento aos pequenos sinais de stress, de trauma, dos longos silêncios e, muitas vezes, de uma aparência de bem-estar. A isto acresce as barreiras linguísticas, as limitações culturais e sociais ou até os preconceitos de ambos os lados.

Ora, é aqui que a Saúde Mental para estes cidadãos assume uma importância extrema, mas necessitamos de estar mais atentos e saber que, muitas vezes, esta dimensão da saúde é encarada com algum preconceito por estes cidadãos. Preconceito esse que devemos ter a capacidade de saber ultrapassar, em conjunto.
O Programa Acolher, da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, é um passo enorme no percurso da devolução da saúde, em todas as suas dimensões, do bem-estar e, acima de tudo, da devolução da dignidade que, por vezes e para estes cidadãos, ficou esquecida nos seus países de origem ou perdida no seu percurso migratório.

 

Dr. Willian Gomes — Sociólogo e responsável pela área da Migração no GAT

Capacitar as populações mais vulneráveis é essencial para garantir que os direitos se traduzam em acesso efetivo à saúde.

Participar neste projeto, voltado para a partilha entre pessoas e dedicado à literacia em saúde, é uma honra! O meu objetivo é promover a literacia em saúde entre adolescentes emigrantes, fornecendo conhecimentos essenciais sobre suporte básico de vida. Na missão de servir o próximo, encontro a minha verdadeira essência, reconhecendo a capacidade de contribuição que reside em cada um de nós. Espero que a minha contribuição beneficie os adolescentes que, ao mudarem de país, necessitam de informações cruciais sobre primeiros socorros. Promover uma vida mais saudável e segura é a minha principal meta neste contributo. É com grande entusiasmo e satisfação que me uno ao programa ACOLHER.”

Dra. Anastasiia Zapotichna — Médica

 

Acredito que, através do desporto náutico e do contacto com a natureza, posso ajudar cada pessoa a reencontrar o seu equilíbrio, a sua alegria e o sentimento de pertença que transforma o recomeço em esperança

Dra. Sandra Santos — Técnica Superior de Educação Especial e reabilitação

 

Olá, o meu nome é Ridhi Maugi, tenho 19 anos, gosto de me desafiar e aprender coisas novas. Danço músicas indianas desde os meus 3 anos de idade. Tenho uma grande paixão pela dança e inspiro-me nos ritmos tradicionais e culturais da região de Gujarat, na Índia. Crio as minhas próprias coreografias e sou a líder de um grupo chamado MahaLaxmi, criado pela minha avó.

Ridhi Maugi

 

Enquanto Médica de Medicina Geral e Familiar (ou Médica de Família) reconheço que a promoção da Literacia em Saúde é um dos pilares fundamentais para o bem-estar individual e coletivo, assim como para a Saúde Pública.

Assim, aceitei o convite para integrar o Projeto ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde porque acredito profundamente que as iniciativas de proximidade e de escuta ativa são instrumentos essenciais para a transformação social e para a obtenção de ganhos em saúde.

No exercício da minha prática clínica, observo como a comunicação clara, assertiva e positiva — em conformidade com o modelo ACP da SPLS — aliada a uma avaliação holística do utente, que valoriza o entendimento cultural e as vivências pessoais, são determinantes para a promoção da saúde, o sucesso da adesão ao plano terapêutico e a prevenção das doenças e das suas sequelas.

Este tipo de projeto assume uma importância particular porque aproxima o conhecimento em saúde às pessoas, ao mesmo tempo que possibilita informar sobre o acesso aos serviços do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Além disso, permite a realização de diagnósticos precoces e rastreios de doenças, fundamentais para identificar as necessidades específicas da população migrante, especialmente daqueles em situações de maior vulnerabilidade.

Através de iniciativas participativas e inclusivas, é possível reduzir desigualdades, estimular a autonomia e empoderamento dos cidadãos nas suas decisões relacionadas com a saúde e alcançar ganhos efetivos em saúde a nível global.

Participar neste projeto representa também, para mim, uma experiência pessoal enriquecedora, que reforça o meu compromisso com uma medicina humana, próxima e transformadora.

“Ser Médico é exercer o cuidado como ato de amor e conhecimento — é transformar vidas, incluindo a nossa, em cada encontro.” (Autoria: Albert Schweitzer).

Dra. Coralie Alves — Médica

 

Integro o Projeto ACOLHER, promovido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), com enorme gosto e sentido de propósito. Acredito profundamente na importância de acolher, compreender e valorizar a diferença cultural, reconhecendo que a diversidade é uma riqueza que fortalece a nossa sociedade. Este projeto representa, para mim, uma oportunidade de contribuir ativamente para a promoção do acesso equitativo aos cuidados e para o empoderamento das pessoas refugiadas e migrantes, através da partilha de informação acessível, do desenvolvimento de competências e da criação de espaços seguros de diálogo e confiança.
Envolvo-me nesta iniciativa com o compromisso de promover uma intervenção humanizada, inclusiva e culturalmente sensível, centrada na dignidade e nos direitos de cada pessoa. Através da colaboração com equipas multidisciplinares e comunidades diversas, procuro não só reforçar o meu papel enquanto profissional de saúde comprometida com a justiça social, mas também crescer como pessoa, aprendendo com as histórias, as culturas e as vivências daqueles que acolhemos.
Participar no Projeto ACOLHER é, para mim, uma forma de agir com empatia e responsabilidade, contribuindo para uma sociedade mais informada, solidária e saudável, onde todos tenham voz e acesso a cuidados de saúde justos e compreensíveis.

Dra. Ana Justo — DGS

 

Enquanto enfermeira, tenho experiência em saúde comunitária em Genebra, onde o acesso  à saúde para pessoas vulnerabilizadas constitui um grande desafio, especialmente num  sistema de saúde privado e dispendioso. Trabalho há vários anos no terreno, junto de pessoas  migrantes em situação irregular, pessoas sem abrigo, requerentes de asilo e refugiadas, bem  como com grupos em risco de infeções sexualmente transmissíveis (IST). Acredito que a  abordagem comunitária tem um papel essencial na promoção da saúde, na prevenção e no  desenvolvimento de competências em saúde (literacia em saúde), fortalecendo o empoderamento das pessoas e promovendo a equidade, a dignidade e os direitos humanos. Associar-me a projetos como o ACOLHER é uma oportunidade de partilhar experiências,  fortalecer redes e desenvolver estratégias inclusivas de capacitação. Considero fundamental criar pontes entre a prática, a formação e a investigação, para  promover respostas mais humanas, equitativas e eficazes às necessidades das pessoas  migrantes e em situação de vulnerabilidade.

Mestre Noelia Delicado — Enfermeira

 

O Programa Acolher vem destacar uma necessidade desde há muito sentida, porém atualmente com uma maior expressão. Acredito firmemente, que a literacia em saúde é um fator determinante para o bem-estar individual e coletivo, especialmente em contextos de vulnerabilidade e diversidade cultural. Como também, acredito que o contacto próximo com populações migrantes e refugiadas constitui uma oportunidade única de partilha de saberes, de compreensão intercultural e de desenvolvimento de estratégias de intervenção centradas na pessoa. A minha experiência na área da Urgência Adultos e na área da segurança do doente permite-me compreender a importância de uma comunicação eficaz, da adequação cultural da informação e da promoção da literacia em saúde como pilares fundamentais para a prestação de cuidados seguros e de qualidade.  Neste sentido, participar neste programa motiva-me, em particular, pela possibilidade de contribuir para a conceção e implementação de ações que promovam a segurança, a autonomia e o bem-estar destas populações, sempre com uma abordagem profissional, ética e humanizada.

Enf. Patrícia Nunes — Enfermeira

O projeto Acolher é uma mais valia importante para compreendermos a realidade que cada um de nós , profissionais de saúde, enfrenta diariamente e prestarmos cuidados de saúde personalizados, inclusivos, humanos e seguros e de qualidade!!! Parabéns, Prof. Cristina, por nos proporcionar essa ajuda tão preciosa e de proximidade!!!

Enf. Anabela Serra — Enfermeira

 

Sou Audiologista e mestre em Gestão da Saúde. Desempenho funções há 14 anos, atualmente no serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca, ULS Amadora/Sintra. A realização da Pós-Graduação de Literacia em Saúde na Prática e o interesse prévio que tinha na educação para a saúde das populações, aliadas ao contato diario com populações migrantes despertaram em mim a urgência e o interesse na colaboração neste programa Acolher. Considero de extrema importância e pertinência poder contribuir para melhorias de saúde destes indivíduos.

Dr. André Silva — Audiologista

 

Sou Enfermeira Especialista em Enfermagem Comunitária. Desempenho funções há 24 anos, atualmente no serviço de Cirurgia da ULS Coimbra. Sou elo dinamizador, da Literacia em Saúde e de Úlceras por Pressão. Colaboro em projetos de melhoria contínua da qualidade de enfermagem e de investigação. A terminar a Pós-Graduação de Literacia em Saúde na Prática. Neste momento encontro-me a frequentar o Mestrado de Saúde Comunitária e Saúde Pública, na Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra.

Enf. Cristiana Roque — Enfermeira

Aceitar colaborar com a SPLS no programa ACOLHER, através das danças, é alinhar-me com esta visão humanista e integradora, reconhecendo a dança como uma poderosa ferramenta de expressão, inclusão, bem-estar físico e emocional, e de aproximação entre pessoas e culturas.
Sempre que tenho colaborado com a SPLS, gosto sempre imenso. Boa organização, boa integração, bons princípios e bons ensinamentos.

Prital Ashvin — Dançarina hindu


SPLS agradece ajuda solidária da Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa ao programa ACOLHER

A Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, uma instituição com mais de 700 anos em Portugal, contribuiu de forma generosa com donativo para a organização do Programa ACOLHER.

“A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) reconhece, com grande admiração, este gesto solidário e altruísta. Agradecemos à Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa e, em particular ao seu presidente, Dr Markus Kemper, por acreditar neste projeto e por ajudar a concretizar o PROGRAMA ACOLHER, direcionado a populações muito vulneráveis como refugiados e migrantes”, sublinha a Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS.


SPLS agradece ajuda solidária da Dra. Cecília Minas Curta

A presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, agradece profundamente à Dra. Cecília Minas Curta a enorme dedicação ao Programa ACOLHER. Em todos os momentos foi uma grande parceira.


SPLS agradece apoio da Missão Continente

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) expressa o seu reconhecimento à Missão Continente pela cedência de produtos alimentares e de material de higiene, posteriormente entregue à AD SUMUS — Associação de Imigrantes de Almada, no âmbito do programa ACOLHER.

A AD SUMUS participou activamente na capacitação da população migrante com a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde e outros parceiros, como o Município de Almada, Dra. Renata Benavente e a Egas Moniz School of Health & Science, Dra. Iris Almeida e outros.

Esta entrega foi efetuada pelo Prof. Hélio Bragança da Silva.

Esta colaboração constitui um contributo relevante para o reforço da resposta social desenvolvida, refletindo um compromisso partilhado com a responsabilidade social, a solidariedade e a promoção do bem-estar das comunidades apoiadas.

A SPLS agradece a confiança e a parceria demonstradas.

 


SPLS agradece apoio de Botelho & Rodrigues Distribuidores

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) expressa o seu reconhecimento à Botelho & Rodrigues Distribuidores pela cedência de produtos de higiene, posteriormente entregue a várias pessoas com e sem doença, como a AD SUMUS — Associação de Imigrantes de Almada, Associação Mundo Feliz que apoiam milhares de migrantes, e ainda no âmbito do programa ACOLHER.

Tanto a Associação Mundo Feliz e AD SUMUS participaram activamente na capacitação da população migrante com a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde e outros parceiros, como o Município de Almada, Dra. Renata Benavente e a Egas Moniz School of Health & Science, Dra. Iris Almeida e outros.

Esta entrega foi efetuada pelo Prof. Hélio Bragança da Silva e pela Prof. Cristina Vaz de Almeida.

Esta colaboração constitui um contributo relevante para o reforço da resposta social desenvolvida, refletindo um compromisso partilhado com a responsabilidade social, a solidariedade e a promoção do bem-estar das comunidades apoiadas.

A SPLS agradece a confiança e a parceria demonstradas em particular a benemerência desta grande distribuidora de medicamentos Portuguesa Botelho & Rodrigues.

Botelho & Rodrigues é uma empresa portuguesa que se dedica à comercialização e distribuição de produtos farmacêuticos em território nacional. Há 60 anos ao serviço das farmácias, acompanha os desafios e sucessos de cada dia, sempre com soluções de qualidade, adaptadas às necessidades e mudanças do mercado.


Contributo da artista MMR para o ACOLHER

A gentes de outros mundos que se fundem nas nossas vidas trazendo emoções significativas sobre a vida e sobre a humanidade.



Sessão sobre audição — Abril de 2026

Responsável: Dr. André Silva


Sessão com adolescentes sobre primeiros socorros básicos — Abril de 2026

Responsável: Dra. Anastasiia Zapotichna

Nos dias 18 e 25 de abril, realizei ações de sensibilização no âmbito do programa “Acolher” com dois grupos de 15 adolescentes em primeiros socorros básicos, competências essenciais que todos devem conhecer. O resultado foi bastante bom.

Durante a prática criamos um ambiente de colaboração e amizade. Além de aprenderem técnicas de reanimação cardiorespiratória e como lidar com pequenos ferimentos, entenderam também a importância de estarem preparados para intervir em situações de emergência.

Desejo ansiosamente que estes adolescentes se tornem multiplicadores do conhecimento adquirido.


Consulta coletiva de Psicologia na Associação Mundo Feliz — 31 de março de 2026

Responsável: Dra. Ana Justo

 


Sessão sobre saúde mental após a maternidade — 23 de março de 2026

A Enf. Sónia Patrício conduziu, a 23 de março de 2026, uma sessão no âmbito do projeto ACOLHER dedicada à saúde mental após a maternidade. O evento acontece na NIALP.


Ciclo de Webinares em Literacia em Saúde para Migrantes do Leste Europeu — 13 de março de 2026

Responsável: Dra. Mariia Melnikova

No âmbito do Programa ACOLHER, a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde promove duas novas sessões online dirigidas a refugiados e migrantes provenientes do Leste Europeu, com o objetivo de reforçar a literacia em saúde e facilitar o acesso informado ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Oradora: Dr.ª Mariia Melnikova, médica especialista em Saúde Pública, com experiência no acompanhamento clínico e comunitário de migrantes e refugiadas em Portugal.

As sessões serão realizadas  em língua russa, com apoio em ucraniano, procurando ultrapassar barreiras linguísticas e culturais no acesso aos cuidados de saúde.

13 de março | 14h00 (Lisboa)

Fatores de risco associados à migração e prevenção de doenças crónicas

Esta sessão abordará o impacto do processo migratório na saúde física e mental, incluindo fatores de risco relacionados com stress, alterações de estilo de vida e dificuldades de integração no sistema de saúde.

Serão apresentados os principais rastreios disponíveis em Portugal, nomeadamente no âmbito da prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, bem como orientações práticas sobre o acesso aos cuidados de saúde primários.

 

20 de março | 14h00 (Lisboa)

Saúde infantil em Portugal: do nascimento à adolescência

Sessão dedicada à organização dos cuidados de saúde infantil no SNS, incluindo:

  • consultas de vigilância programadas,
  • rastreios neonatais e ao longo do desenvolvimento,
  • Programa Nacional de Vacinação,
  • acesso a pediatria e serviços de urgência.

O objetivo é capacitar pais e cuidadores migrantes para uma utilização adequada e preventiva dos serviços de saúde.

Participação gratuita, mediante inscrição prévia.

Sessões online (Zoom).

Estas iniciativas integram a estratégia do Programa ACOLHER de promoção da literacia em saúde, através de intervenções culturalmente sensíveis e alinhadas com as normas do Serviço Nacional de Saúde e com as orientações clínicas atualmente em vigor.


Literacia em VIH: conhecimento que protege e empodera — 03 de março de 2026

Responsável: Enf. Catarina Esteves Santos

No passado dia 3 de março foi dinamizada uma sessão de literacia em VIH junto da comunidade.

A ação foi estruturada em dois momentos distintos. Num primeiro momento, foram realizados rastreios gratuitos de infeções sexualmente transmissíveis, assegurados pela unidade móvel do @gat.almada e, posteriormente, uma sessão de capacitação com vista a prestar informação sobre a transmissão, prevenção, testagem e tratamento, contribuímos para comunidades mais informadas, seguras e livres de estigma.

A literacia em saúde é uma ferramenta poderosa para reduzir vulnerabilidades e promover a autonomia das pessoas na gestão da sua saúde. Esta iniciativa está alinhada com os objetivos globais da UNAIDS, que trabalham para pôr fim à epidemia de VIH como ameaça à saúde pública, garantindo que ninguém fica para trás no acesso à informação, prevenção e tratamento.


SPLS e NIALP coordenam ação de sensibilização para o parto — 02 de março de 2026

Mulheres nepalesas, do Bangladesh e Nigéria juntaram-se para aprender melhor sobre a preparação para o parto.


Avaliação de Intervenção Comunitária de Literacia em Saúde — Fevereiro de 2026 em Cascais

Responsável: Dra. Carla Semedo

A intervenção consistiu na dinamização de três sessões comunitárias dirigidas a pessoas migrantes e famílias residentes no território, com diferentes tempos de permanência em Portugal, tendo como objetivo reforçar a Literacia em Saúde enquanto ferramenta de acesso a direitos, integração social e cidadania.

No total, participaram 52 pessoas, das quais 38 responderam integralmente aos instrumentos de avaliação, tendo-se observado melhorias consistentes em dimensões como acesso aos serviços de saúde, conhecimento de direitos, redes de suporte comunitário e empoderamento.

“Considero que os resultados obtidos evidenciam o potencial das intervenções comunitárias participativas de Literacia em Saúde como instrumentos relevantes para a promoção da equidade em saúde, para o reforço do capital social comunitário e para a melhoria do acesso a direitos por parte das populações imigrantes. Foi um gosto poder contribuir para o sucesso deste programa.”


Sessão sobre primeiros socorros psicológicos — 04 de fevereiro de 2026 em Alpiarça

Responsável: Prof. Doutor Miguel Arriaga

A crescente mobilidade humana em Portugal tem vindo a alterar significativamente a composição social de diversos territórios, incluindo zonas rurais como Alpiarça. A presença de trabalhadores migrantes oriundos do Bangladesh, Nepal e Ucrânia constitui uma realidade estruturante do setor agrícola local. Contudo, esta população enfrenta barreiras linguísticas, culturais, sociais e administrativas que condicionam o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e ao apoio psicossocial. O relatório, disponível aqui, descreve e analisa quatro sessões de intervenção realizadas a 21 de janeiro de 2026, com foco no apoio psicossocial e na literacia em saúde, utilizando o modelo PICO adaptado a contextos comunitários.

Objetivo geral: Promover apoio psicossocial e aumentar a literacia em saúde.

Objetivos específicos: Melhorar conhecimento sobre saúde mental; reduzir estigma; esclarecer funcionamento do SNS; capacitar para autocuidado; e facilitar acesso a recursos locais.


Eolis promove ação de desporto de água

Responsável: Dra. Sandra Santos


A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde organizou, com a NIALP Intercultural Association Lisboa, sessões que empoderam e capacitam populações mais vulneráveis — 24 de janeiro de 2026

Responsável: Dra. Ana Justo

Com a intervenção da Dra. Ana Justo, psicóloga na Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, a sessão foi direcionada a homens do Nepal e Bangladesh e utilizou o futebol para se falar de saúde mental.

Com a coordenação sempre atenta da Dra. Constança Turquin, especialista em política social e responsável na NIALP por estes projetos.

Muito participativos, os participantes alinharam nos vários desafios que foram sendo associados a sua saude mental.

  • O que um penálti te faz sentir antes de atirares a bola?
  • Correr e passar a bola, como te sentes?
  • Qual o momento mais desafiante?
  • Qual o momento mais stressante?