Programa Acolher, da SPLS, alcança populações muito vulneráveis com excelentes parceiros

Data Evento

30 de Setembro, 2025    
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Programa Acolher, da SPLS, alcança populações muito vulneráveis com excelentes parceiros

“A Farmácia Estácio Xabregas, uma Farmácia Shee, não poderia ficar indiferente a esta causa. Acreditamos que cuidar é fazer a diferença, e porque com saúde a vida é mais fácil, unimo-nos à Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, para apoiar mulheres refugiadas e vítimas de violência.”

Projeto apoiado através da iniciativa social descentralizada do banco BPI – grupo Caixa Bank e Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa


SPLS agradece ajuda do Saúde SUL ao programa ACOLHER

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, através da sua Presidente, Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, agradece o apoio relevante da Saúde Sul para a execução do programa ACOLHER.

“A Saúde Sul tem sido um parceiro fundamental para a SPLS em todos os momentos e projetos. Graças à sua ajuda, conseguimos tornar as nossas ações mais eficazes e chegar a mais pessoas. Muito obrigado à Dra. Joana Paula pelo compromisso e pelo sentimento de missão”.

 


Relatório já disponível. Leia aqui!

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Programa ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde agradece o excelente apoio dos cerca de 50 profissionais que se associaram a este programa de capacitação, apoio , empoderamento e humanização junto da população migrante e refugiados.

O apoio de muitos parceiros a nível operacional e financeiro tornou este projeto num PROGRAMA NACIONAL para continuar em redes sinergicas.

Em nome da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde agradeço a todos.

Destacar a consultoria de Alexander Kpatueh, do Fórum Refúgio e do Prof Miguel Arriaga . Muito Obrigada.

Muito obrigada a todos, por este vosso gesto de grande generosidade e solidariedade.

Que outros intervenientes na sociedade possam fazer o mesmo que fizeram de forma tão responsiva.

Vários especialistas estão a trabalhar para que haja mais saúde, mais bem estar e competências neste programa a nível nacional.

As áreas da saúde e do bem estar, promotores de maior qualidade de vida, mais literacia em saúde, são o nosso ensejo para termos um mundo mais justo, mais seguro, mais consciente e sobretudo mais participativo.

Apelo as organizações ligadas ao mundo farmacêutico, as associações de maior dimensão, ou não, têm também esta vertente de responsabilidade social e de contribuir para a capacitação destas pessoas mais vulneráveis, pelo que apelamos para que contribuam para este projeto de humanização da sociedade, e de participação individual e social.

Todos temos um contributo para fazer dos outros melhores.

Prof. Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde

 

Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) anuncia o lançamento do Projeto ACOLHER, uma iniciativa nacional pioneira dedicada à deteção precoce de problemas de saúde prioritários em populações refugiadas e migrantes adultos muito vulneráveis. O projeto visa facilitar o acesso a cuidados de saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças através de uma abordagem inclusiva, humanizada e culturalmente sensível, inspirada nos princípios da literacia em saúde e no reforço dos direitos humanos.

Um programa de saúde com impacto social

Projeto ACOLHER responde a uma necessidade urgente: garantir que pessoas em contextos de fragilidade extrema tenham oportunidades reais de diagnóstico precoce, aconselhamento e encaminhamento para cuidados adequados nos domínios biopsicossociais.

Com atuação a nível nacional, o programa integra um conjunto de especialistas e adapta-se às solicitações das entidades locais, ajustando recursos e equipa para chegar a quem mais precisa.

Este programa visa sobretudo migrantes e refugiados, embora possa abranger outros públicos muito vulneráveis como a população sem abrigo e outros.

Enquadramento

A cultura foi definida como os pensamentos, comunicações, ações, costumes, crenças, valores e instituições de grupos raciais, étnicos, religiosos ou sociais (Bjarnason, Mick, Thompson & Cloyd, 2009).

Para compreender e agir sobre as necessidades únicas e diversas dos pacientes, é essencial que os profissionais entendam a importância das diferenças culturais, valorizando, incorporando e examinando seus próprios valores e crenças relacionados com a saúde e das suas organizações de saúde, para conseguirem com eficácia apoiar o princípio do respeito pelas pessoas e o ideal de cuidado transcultural (adaptado de Bjarnason et al, 2009).

A competência cultural tornou-se uma preocupação importante para a prestação de cuidados de saúde contemporâneos, com implicações éticas e legais.

Engebretson et al, 2008, consideram que para tornar a competência cultural relevante para a prática clínica, torna-se necessário um continuum de competência cultural que identifica os níveis de competência cultural (desde a destrutividade cultural, incapacidade cultural, cegueira cultural, precompetência cultural até à proficiência cultural) a valores bem estabelecidos nos cuidados de saúde. Os autores (Engebretson et al, 2008) situam a competência cultural e a proficiência em alinhamento com o cuidado centrado no paciente num modelo que integra o continuum de competência cultural com os componentes do cuidado baseado em evidência (ou seja, melhores práticas de pesquisa, experiência clínica e valores e circunstâncias do paciente) é apresentado.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), 65,6 milhões de pessoas foram deslocadas à força em todo o mundo (2018)

Vários fatores têm uma grande influência na saúde dos requerentes de asilo; portanto, seu perfil de saúde é marcadamente diferente daquele da população do país de asilo (Müller, et al 2018).

Segundo Muller et al (2018), os principais fatores de impacto na saúde dos refugiados estão ligados às experiências e exposição

  1. no país de origem,
  2. em campos de refugiados e a caminho da Europa e
  3. no processo de imigração para o país de acolhimento e na vida em centros de asilo europeus.

A saúde dos refugiados também é afetada por problemas psicológicos e por doenças infecciosas. Além disso, doenças crónicas que resultam em polimorbidade, cancro e doenças neurológicas são fáceis de ignorar e exigem atenção especial.

As lesões/doenças neurológicas podem ser traumáticas (por exemplo, lesões na medula espinhal), pós-traumáticas (por exemplo, síndromes de dor crónica), resultado de infecções cerebrais ou consequências da fome (por exemplo, epilepsia, ataxia e parestesia). 

Os principais desafios para os profissionais segundo Muller et al (2018) são a falta de consciencialização sobre os problemas específicos de saúde destes refugiados, problemas de linguagem e comunicação intercultural, bem como o acesso e a integração no sistema de saúde.

Num estudo transversal feito entre 360 refugiados adultos falantes de árabe, dari, somali ou inglês sobre as experiências de refugiados com o exame de saúde para requerentes de asilo (Wångdahl et al, 2015), a  literacia em saúde foi medida usando a Escala Sueca de Literacia em Saúde Funcional e o Questionário Europeu de Literacia em Saúde curto e as experiências de comunicação e a utilidade do exame de saúde foram medidas em várias questões. Entre os resultados, observou-se que no exame de saúde para requerentes de asilo, 36% tiveram uma comunicação de baixa qualidade, 55% receberam pouca informação sobre cuidados de saúde e 41% receberam poucos conhecimentos novos e/ou ajuda 26%. Ter literacia em saúde abrangente inadequada em comparação com suficiente foi associada à experiência de uma qualidade de comunicação mais pobre e à experiência de receber informações pouco valiosas sobre cuidados de saúde. Além disso, os autores (Wångdahl et al, 2015) confirmam que ter literacia em saúde abrangente inadequada em comparação com suficiente foi associado à experiência de não receber novos conhecimentos ou de receber ajuda com problemas de saúde

O estudo de Wångdahl et al, (2015) afirma que as experiências dos refugiados indicam que um baixo nível de literacia em saúde abrangente pode atuar como uma barreira para o cumprimento dos propósitos do exame de saúde para requerentes de asilo. A literacia em saúde abrangente parece ser de maior importância nesse contexto  e mais do que aliteracia  funcional em saúde.

Acreditamos assim na Sociedade Portuguesa de Literacia em saúde, e face ás evidências, que o conhecimento dessas condições é obrigatório para garantir a boa prática clínica para essa população de pacientes, que tem uma enorme carga em doenças crônicas, infeciosas, mentais e neurológicas (Muller et al, 2018).

Áreas de intervenção e rastreio

O projeto, nesta perspetiva de evidência cientifica da literatura e das práticas correntes nas organizações e relatadas por profissionais das várias áreas da saúde, levou-nos a conceber um programa especifico que incide sobre esta população muito vulnerável – migrantes e refugiados – e realiza uma avaliação abrangente em múltiplas dimensões da saúde, incluindo:

Áreas de intervenção

Área de Intervenção Atividades / Ações Responsável
Rastreios Hipertensão arterial, Diabetes, Dislipidemia
Cuidados de Saúde Básicos Amamentação, Prevenção de quedas, Navegabilidade no sistema de saúde
Saúde Mental Rastreio e aconselhamento psicológico, com abordagem psicológica e emocional
Saúde Nutricional Avaliação de insegurança alimentar e acesso a alimentos saudáveis
Saúde Oral Deteção de dor dentária, Inspeção visual da cavidade oral, Recomendações de higiene oral
Saúde Sexual e Saúde da Mulher Prevenção de incontinência, Pós-parto, Menstruação, Menopausa, Outros temas relevantes para a saúde feminina
Doenças Infeciosas Orientação e rastreio relacionados com a tuberculose, infeções sexualmente transmissíveis, HIV, Sida e outras
Consultas coletivas áreas da oncologia, medicina geral e familiar e outras

 

Equipa multidisciplinar

O ACOLHER conta com uma equipa altamente qualificada e multidisciplinar. Estes especialistas têm amplo conhecimento das suas áreas e estão habituados a lidar e a intervir junto de populações muito vulneráveis e em risco.

O programa é coordenado pela Prof.ª Doutora Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS, e que integra:

  • Alexandre Kpatue – Consultor, Fórum Refúgio
  • Prof. Doutor Miguel Arriaga – Consultor
  • Enf. Anabela Serra — Enfermeira
  • Dra. Ana Justo — Psicóloga Clínica e da Saúde
  • Mestre Ana Veiga — Enfermeira
  • Dra. Anastasiia Zapotichna — Médica
  • Dr. André Silva — Audiologista
  • Dra. Carla Paiva — Médicos do Mundo
  • Enf. Catarina Esteves Santos — Enfermeira HIV SIDA
  • Dra. Cecília Minas Curta
  • Dra. Coralie Alves — Médica
  • Enf. Cristiana Roque — Enfermeira
  • Mestre Eliana Rocha — Enfermeira
  • Dr. Filipe Serralva – Médico
  • Mestre Hélder Carreira — Enfermeiro
  • Prof. Hélio Bragança da Silva — Fisioterapeuta
  • Dra. Isabel Fernandes
  • Enf. Jorge Brandão — Enfermeiro
  • Dra. Laetitia — GAT
  • Dra. Lídia Veludo — Higienista oral
  • Mestre Mariana Fonseca – Fisioterapeuta
  • Dra. Mariia Melnikova — Médica
  • Ridhi Maugi — Dançarina hindu
  • Mestre Noelia Delicado — Enfermeira
  • Enf. Patrícia Nunes — Enfermeira
  • Prital Ashvin — Dançarina hindu
  • Mestre Sandra Laia Esteves — Enfermeira
  • Dra. Sandra Lucia Rodriguez — Médica dentista
  • Dra. Sandra Santos — Técnica Superior de Educação Especial e reabilitação
  • Dra. Sara Sousa Freitas — Médica
  • Prof. Teresa Kraus — Instituto Politécnico de Leiria
  • Dr. Tiago Cardoso — Jurista doutorando em relações internacionais na área do asilo e migrações
  • Dra. Vânia Costa — Nutricionista
  • Dra. Vitalina Silva — Presidente da APJAS
  • Dr. Willian Gomes — Sociólogo e responsável pela área da Migração no GAT

 

Calendário e locais

  • Período: setembro a dezembro de 2025
  • Locais de Intervenção: Alentejo, Algarve, Almada, Alpiarça, Braga, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Coimbra, Golegã, Leiria, Lisboa, Penafiel, Ponte de Lima e Viana do Castelo.
  • Duração das Ações: entre 1 a 3 horas, conforme o número de beneficiários

Declarações dos especialistas

Coordenadora

Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS

“O Projeto ACOLHER integra avaliação clínica e promoção de competências em saúde, articulando rastreios com a educação para a saúde e a compreensão do sistema. O objetivo não é apenas tratar, mas também capacitar as pessoas para cuidarem de si mesmas, com respeito pela diversidade cultural e pelas histórias de vida.”


Consultores

Alexandre Kpatue, Consultor, Fórum Refúgio

Tenho acompanhado atentamente a implementação bem-sucedida do projeto ACOLHER, que demonstrou forte coordenação, objetivos claros e impacto significativo no acesso dos migrantes à literacia em saúde. As suas atividades melhoraram efetivamente o acesso a serviços e informações essenciais, fortaleceram a comunicação entre profissionais de saúde, a comunidade migrante, e organizações, promovendo um ambiente mais inclusivo. Por meio de apoio direcionado, capacitação e envolvimento local, o projeto abordou barreiras importantes e contribuiu para vias de integração mais eficientes e acolhedoras para migrantes e refugiados no sistema de saúde. No geral, o ACOLHER atingiu os seus objetivos e proporcionou resultados tangíveis e positivos tanto para os prestadores de serviços como para as comunidades que serve.

Em nome do Fórum Refúgio Portugal e da União de Refugiados em Portugal, gostaria de expressar os meus agradecimentos e apreço ao SPLS e a todos os profissionais de saúde e instituições que contribuíram para a implementação bem-sucedida do projeto. Como alguém que trabalha na promoção da integração e inclusão total dos migrantes, o projeto ACOLHER provou ser uma boa prática para um dos principais desafios que os migrantes enfrentam, que é o acesso à sensibilização para os cuidados de saúde e a informação valiosa sobre literacia em saúde. Espero poder contribuir para futuras colaborações e encontrar recursos para tornar o ACOLHER uma iniciativa contínua que ajude a colmatar as lacunas do sistema de saúde em relação aos grupos vulneráveis.

Valorizei muito ter percorrido esta jornada convosco nos últimos meses.

O Projeto ACOLHER promovido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde – SPLS e em que participa o Fórum Refúgio Portugal, é essencial para promover o bem-estar, a saúde, a empatia e dignidade entre os profissionais de saúde e a comunidade de migrantes e refugiados. Ao oferecer apoio, orientação e um espaço seguro, fortalece a autoestima, o bem-estar emocional e a inclusão social. O projeto combate barreiras como dificuldades linguísticas, baixa literacia em saúde e acesso limitado a serviços, desafios que afetam grande parte da população migrante em Portugal. Com práticas acolhedoras e ações colaborativas, o projeto ACOLHER facilita o acesso à informação, cuidados de saúde e prevenção, contribuindo para uma sociedade mais solidária, saudável e humana. Investir no ACOLHER é investir no bem-estar psicossocial das pessoas vulneráveis, e na construção de sociedades inclusivas e compassivas.

 

Prof. Doutor Miguel Arriaga, Diretor da Direção de Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde| Director of the Directorate of Disease Prevention and Health Promotion

“O apoio às populações no âmbito da saúde mental e o fortalecimento da comunicação intercultural é muito importante para garantir uma resposta eficaz às necessidades emergentes, promovendo o bem-estar e a integração”.


Restante equipa

Mestre Eliana Rocha, enfermeira

É um enorme prazer integrar o projeto Acolher… um projeto de pessoas para pessoas, dedicado à Literacia em saúde. Espero que o meu contributo seja favorável a uma vivência das competências parentais mais saudável e com mais conhecimento e informação por parte das famílias migrantes mais vulneráveis, no que respeita aos cuidados de saúde na primeira infância. Viver com mais saúde e em segurança a parentalidade é o meu grande objetivo neste projeto. Que possamos Acolher com humanidade e generosidade todas as pessoas nas nossas comunidades.

Mestre Hélder Carreira – Enfermeiro

O projeto ACOLHER materializa uma resposta humanística urg‌ente‌ às fraturas sociais contemporâneas, constituindo-se como ponte terapê‌utic‌a entr‍e populações re‌fugiadas, migrantes e a sociedade acolhedora. Esta iniciativa da SPLS transcende a mera assistência em saúde: configura um paradigma de cu‍idado i‍ntegr‌al que articula saúde física, mental e nutricional com dignidade cultural. A equipa multidisciplinar opera segundo princípios de l‌iteracia participativa, reconhecendo que a vulnerabilidade não define identid‌ades mas cir‌cu‍nstâ‍ncias transformáveis.

O impacto social manifes‌ta-se na democratização do acesso ao‍s cuid‍ados essenciais, desde o rastreio de doenças crónica‍s a‌té ao acompanhamento ps‌i‌cológ‌ico, criando redes de‍ confiança que restituem pr‍otagonis‍mo às comunidades beneficiárias. Ao pr‍omover encontro‍s interculturais m‍ediados pela solid‌ariedade, o ACOLHER se‌m‌eia uma cidadania c‌osmopolita baseada no reconhecimento mútuo, contribuindo decisiv‌amente para‌ sociedades mais in‍cl‌usivas e coesas.

 

Mestre Sandra Laia Esteves – Enfermeira

Ao integrar a equipa do Projeto ACOLHER, centro a minha intervenção na capacitação de cidadãos migrantes e refugiados para acederem e utilizarem de forma adequada os recursos do Serviço Nacional de Saúde em situações de urgência ou emergência, bem como na transmissão de conhecimentos sobre primeiros socorros perante acidentes domésticos e prevenção de quedas. Este contributo, inserido numa iniciativa que promove cuidados inclusivos e humanizados, visa reforçar a autonomia, a segurança e a integração destes cidadãos, assegurando o exercício pleno dos seus direitos no acesso à saúde

 

Mestre Ana Veiga, enfermeira

O acompanhamento das populações vulneráveis faz parte da missão da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde. Tem sido muito enriquecedor tods as nossas intervenções em prol das pessoas mais vulneráveis.

 

Mestre Mariana Fonseca, fisioterapeuta

A participação como fisioterapeuta no Projeto ACOLHER preenche uma lacuna importante na área da saúde física, ao reforçar a abordagem holística e humana que a iniciativa se propõe ter.
A fisioterapia é uma área chave para garantir que essas populações vulneráveis tenham acesso a cuidados completos e de qualidade.
É com enorme privilégio que faço parte desta equipa multidisciplinar, a fim de cumprir os objetivos propostos.

Prof. Hélio Bragança da Silva, fisioterapeuta

A minha participação neste projeto representa uma oportunidade fundamental para contribuir de forma ativa para a promoção da saúde da população migrante, um grupo frequentemente exposto a barreiras no acesso aos cuidados e a múltiplos determinantes sociais adversos. 

Com a minha experiência em reabilitação cardiovascular e o compromisso com abordagens integradas e inclusivas, pretendo colaborar na implementação de rastreios abrangentes que permitam identificar precocemente doenças crónicas, problemas de saúde mental, necessidades de saúde oral e vulnerabilidades sociais. 

Este envolvimento é, para mim, não apenas uma responsabilidade profissional, mas também um compromisso ético e humano, no sentido de reduzir iniquidades e fortalecer a integração e a qualidade de vida destas comunidades.

Dr. Filipe Serralva, médico

É na missão aos outros que me revejo e na capacidade de dádiva que cada um de nós tem dentro de si. Este programa faz jus ao nome e aos valores da SPLS e da ANESC. É com grande satisfação que integro op programa ACOLHER.

 

Dra. Vânia Costa, nutricionista

O Programa Acolher tem uma dimensãop transversal que nos permite intervir em várias areas. A aleimentação e sem duvida uma das áreas de grande impacto na vioda destas pessoas. Sinto-me muito satisfeita por esta particpação no Programa ACOLHER da SPLS.

 

Enf. Catarina Esteves Santos, enfermeira HIV SIDA

É com imenso orgulho que integro a equipa do Projeto ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde a convite da estimada professora Cristina Vaz de Almeida.

Este projeto, vai decorrer entre setembro e dezembro de 2025 e leva intervenções de saúde e rastreios comunitários a refugiados e migrantes em várias regiões do país — de Lisboa ao Algarve, do Alentejo a Penafiel, passando por Leiria, Castelo Branco e Golegã.

O que mais me entusiasma é a forte aposta na educação para a saúde com um painel de peritos com objectivos comuns de:
• Capacitar as pessoas para reconhecerem sinais de risco e procurarem ajuda atempadamente;
• Promover hábitos de vida saudáveis e sustentáveis, respeitando sempre a diversidade cultural;
• Reforçar a literacia em saúde como ferramenta de inclusão, autonomia e dignidade.

A saúde não se limita ao diagnóstico ou ao tratamento — ela começa pelo conhecimento, pelo empoderamento individual e pela capacidade de cada pessoa tomar decisões informadas sobre o seu bem-estar.

Integrar esta equipa multidisciplinar é uma honra enorme.
Tenho a oportunidade de contribuir para um projeto que alia cuidados de saúde à educação transformadora, chegando a quem mais precisa, com humanidade e proximidade.

Dra. Mariia Melnikova, médica

Fico muito grata pelo convite e pela oportunidade de contribuir para uma causa tão importante!

A minha experiência com migrantes do leste europeu, que acompanho desde 2022, tem-me mostrado a importância de simplificar o acesso aos cuidados de saúde e de tornar o sistema compreensível para todos. Estou ansiosa por partilhar o meu conhecimento e trabalhar em equipa para fazer a diferença na vida destas pessoas.

Como médica, o meu objetivo é ser um ponto de apoio para a comunidade ucraniana e russófona, tanto na literacia em saúde como no apoio direto a utentes em situação irregular que precisam de ajuda.
Por favor, contem comigo para qualquer questão ou necessidade de apoio.

 

Dra. Sara Sousa Freitas, médica

O Projeto ACOLHER é muito mais do que uma intervenção dirigida a populações migrantes em situação de vulnerabilidade — é inclusão em ação. Através da literacia em saúde, devolvemos autonomia, criamos oportunidades de acesso justo a cuidados e construímos caminhos de verdadeira integração na comunidade.

Acredito que o nosso compromisso enquanto profissionais de saúde se cumpre quando reconhecemos a diversidade, porque a saúde só ganha sentido pleno quando é verdadeiramente inclusiva e responde de forma integrada às diferentes dimensões da vida: física, mental, social e educativa.

 

Dr. Tiago Cardoso — Jurista doutorando em relações internacionais na área do asilo e migrações

Acolher, em Saúde, é saber compreender, ouvir, respeitar e cuidar de todos, sem exceção. Sem olhar a origem, raça, etnia, credo e às diferenças culturais e sociais. Por isso é que é tão importante saber acolher todos com o mesmo sentido de responsabilidade, de missão, de competência e dedicação, apesar das suas pequenas diferenças.
Assim, acolher em Saúde refugiados e requerentes de asilo assume uma especial dimensão do Acolher. Estamos a lidar com cidadãos com especiais vulnerabilidades, que tiveram percursos migratórios, muitas das vezes, traumáticos, sujeitos a violações dos seus direitos humanos nos seus países de origem e que, uma vez chegados a um estado que os acolhe, enfrentam dificuldades que podem afetar o seu processo de integração.

Ora, é aqui que Acolher em Saúde assume um papel determinante para na ajuda que podemos dar para que estas dificuldades sejam ultrapassadas e possamos, em conjunto, ajudar a atingir a potencialidade de cada um de nós. É preciso saber ouvir e estar atento aos pequenos sinais de stress, de trauma, dos longos silêncios e, muitas vezes, de uma aparência de bem-estar. A isto acresce as barreiras linguísticas, as limitações culturais e sociais ou até os preconceitos de ambos os lados.

Ora, é aqui que a Saúde Mental para estes cidadãos assume uma importância extrema, mas necessitamos de estar mais atentos e saber que, muitas vezes, esta dimensão da saúde é encarada com algum preconceito por estes cidadãos. Preconceito esse que devemos ter a capacidade de saber ultrapassar, em conjunto.
O Programa Acolher, da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, é um passo enorme no percurso da devolução da saúde, em todas as suas dimensões, do bem-estar e, acima de tudo, da devolução da dignidade que, por vezes e para estes cidadãos, ficou esquecida nos seus países de origem ou perdida no seu percurso migratório.

 

Dr. Willian Gomes — Sociólogo e responsável pela área da Migração no GAT

Capacitar as populações mais vulneráveis é essencial para garantir que os direitos se traduzam em acesso efetivo à saúde.

Participar neste projeto, voltado para a partilha entre pessoas e dedicado à literacia em saúde, é uma honra! O meu objetivo é promover a literacia em saúde entre adolescentes emigrantes, fornecendo conhecimentos essenciais sobre suporte básico de vida. Na missão de servir o próximo, encontro a minha verdadeira essência, reconhecendo a capacidade de contribuição que reside em cada um de nós. Espero que a minha contribuição beneficie os adolescentes que, ao mudarem de país, necessitam de informações cruciais sobre primeiros socorros. Promover uma vida mais saudável e segura é a minha principal meta neste contributo. É com grande entusiasmo e satisfação que me uno ao programa ACOLHER.”

Dra. Anastasiia Zapotichna — Médica

 

Acredito que, através do desporto náutico e do contacto com a natureza, posso ajudar cada pessoa a reencontrar o seu equilíbrio, a sua alegria e o sentimento de pertença que transforma o recomeço em esperança

Dra. Sandra Santos — Técnica Superior de Educação Especial e reabilitação

 

Olá, o meu nome é Ridhi Maugi, tenho 19 anos, gosto de me desafiar e aprender coisas novas. Danço músicas indianas desde os meus 3 anos de idade. Tenho uma grande paixão pela dança e inspiro-me nos ritmos tradicionais e culturais da região de Gujarat, na Índia. Crio as minhas próprias coreografias e sou a líder de um grupo chamado MahaLaxmi, criado pela minha avó.

Ridhi Maugi

 

Enquanto Médica de Medicina Geral e Familiar (ou Médica de Família) reconheço que a promoção da Literacia em Saúde é um dos pilares fundamentais para o bem-estar individual e coletivo, assim como para a Saúde Pública.

Assim, aceitei o convite para integrar o Projeto ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde porque acredito profundamente que as iniciativas de proximidade e de escuta ativa são instrumentos essenciais para a transformação social e para a obtenção de ganhos em saúde.

No exercício da minha prática clínica, observo como a comunicação clara, assertiva e positiva — em conformidade com o modelo ACP da SPLS — aliada a uma avaliação holística do utente, que valoriza o entendimento cultural e as vivências pessoais, são determinantes para a promoção da saúde, o sucesso da adesão ao plano terapêutico e a prevenção das doenças e das suas sequelas.

Este tipo de projeto assume uma importância particular porque aproxima o conhecimento em saúde às pessoas, ao mesmo tempo que possibilita informar sobre o acesso aos serviços do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Além disso, permite a realização de diagnósticos precoces e rastreios de doenças, fundamentais para identificar as necessidades específicas da população migrante, especialmente daqueles em situações de maior vulnerabilidade.

Através de iniciativas participativas e inclusivas, é possível reduzir desigualdades, estimular a autonomia e empoderamento dos cidadãos nas suas decisões relacionadas com a saúde e alcançar ganhos efetivos em saúde a nível global.

Participar neste projeto representa também, para mim, uma experiência pessoal enriquecedora, que reforça o meu compromisso com uma medicina humana, próxima e transformadora.

“Ser Médico é exercer o cuidado como ato de amor e conhecimento — é transformar vidas, incluindo a nossa, em cada encontro.” (Autoria: Albert Schweitzer).

Dra. Coralie Alves — Médica

 

Integro o Projeto ACOLHER, promovido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), com enorme gosto e sentido de propósito. Acredito profundamente na importância de acolher, compreender e valorizar a diferença cultural, reconhecendo que a diversidade é uma riqueza que fortalece a nossa sociedade. Este projeto representa, para mim, uma oportunidade de contribuir ativamente para a promoção do acesso equitativo aos cuidados e para o empoderamento das pessoas refugiadas e migrantes, através da partilha de informação acessível, do desenvolvimento de competências e da criação de espaços seguros de diálogo e confiança.
Envolvo-me nesta iniciativa com o compromisso de promover uma intervenção humanizada, inclusiva e culturalmente sensível, centrada na dignidade e nos direitos de cada pessoa. Através da colaboração com equipas multidisciplinares e comunidades diversas, procuro não só reforçar o meu papel enquanto profissional de saúde comprometida com a justiça social, mas também crescer como pessoa, aprendendo com as histórias, as culturas e as vivências daqueles que acolhemos.
Participar no Projeto ACOLHER é, para mim, uma forma de agir com empatia e responsabilidade, contribuindo para uma sociedade mais informada, solidária e saudável, onde todos tenham voz e acesso a cuidados de saúde justos e compreensíveis.

Dra. Ana Justo — DGS

 

Enquanto enfermeira, tenho experiência em saúde comunitária em Genebra, onde o acesso  à saúde para pessoas vulnerabilizadas constitui um grande desafio, especialmente num  sistema de saúde privado e dispendioso. Trabalho há vários anos no terreno, junto de pessoas  migrantes em situação irregular, pessoas sem abrigo, requerentes de asilo e refugiadas, bem  como com grupos em risco de infeções sexualmente transmissíveis (IST). Acredito que a  abordagem comunitária tem um papel essencial na promoção da saúde, na prevenção e no  desenvolvimento de competências em saúde (literacia em saúde), fortalecendo o empoderamento das pessoas e promovendo a equidade, a dignidade e os direitos humanos. Associar-me a projetos como o ACOLHER é uma oportunidade de partilhar experiências,  fortalecer redes e desenvolver estratégias inclusivas de capacitação. Considero fundamental criar pontes entre a prática, a formação e a investigação, para  promover respostas mais humanas, equitativas e eficazes às necessidades das pessoas  migrantes e em situação de vulnerabilidade.

Mestre Noelia Delicado — Enfermeira

 

O Programa Acolher vem destacar uma necessidade desde há muito sentida, porém atualmente com uma maior expressão. Acredito firmemente, que a literacia em saúde é um fator determinante para o bem-estar individual e coletivo, especialmente em contextos de vulnerabilidade e diversidade cultural. Como também, acredito que o contacto próximo com populações migrantes e refugiadas constitui uma oportunidade única de partilha de saberes, de compreensão intercultural e de desenvolvimento de estratégias de intervenção centradas na pessoa. A minha experiência na área da Urgência Adultos e na área da segurança do doente permite-me compreender a importância de uma comunicação eficaz, da adequação cultural da informação e da promoção da literacia em saúde como pilares fundamentais para a prestação de cuidados seguros e de qualidade.  Neste sentido, participar neste programa motiva-me, em particular, pela possibilidade de contribuir para a conceção e implementação de ações que promovam a segurança, a autonomia e o bem-estar destas populações, sempre com uma abordagem profissional, ética e humanizada.

Enf. Patrícia Nunes — Enfermeira

O projeto Acolher é uma mais valia importante para compreendermos a realidade que cada um de nós , profissionais de saúde, enfrenta diariamente e prestarmos cuidados de saúde personalizados, inclusivos, humanos e seguros e de qualidade!!! Parabéns, Prof. Cristina, por nos proporcionar essa ajuda tão preciosa e de proximidade!!!

Enf. Anabela Serra — Enfermeira

 

Sou Audiologista e mestre em Gestão da Saúde. Desempenho funções há 14 anos, atualmente no serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca, ULS Amadora/Sintra. A realização da Pós-Graduação de Literacia em Saúde na Prática e o interesse prévio que tinha na educação para a saúde das populações, aliadas ao contato diario com populações migrantes despertaram em mim a urgência e o interesse na colaboração neste programa Acolher. Considero de extrema importância e pertinência poder contribuir para melhorias de saúde destes indivíduos.

Dr. André Silva — Audiologista

 

Sou Enfermeira Especialista em Enfermagem Comunitária. Desempenho funções há 24 anos, atualmente no serviço de Cirurgia da ULS Coimbra. Sou elo dinamizador, da Literacia em Saúde e de Úlceras por Pressão. Colaboro em projetos de melhoria contínua da qualidade de enfermagem e de investigação. A terminar a Pós-Graduação de Literacia em Saúde na Prática. Neste momento encontro-me a frequentar o Mestrado de Saúde Comunitária e Saúde Pública, na Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra.

Enf. Cristiana Roque — Enfermeira

Aceitar colaborar com a SPLS no programa ACOLHER, através das danças, é alinhar-me com esta visão humanista e integradora, reconhecendo a dança como uma poderosa ferramenta de expressão, inclusão, bem-estar físico e emocional, e de aproximação entre pessoas e culturas.
Sempre que tenho colaborado com a SPLS, gosto sempre imenso. Boa organização, boa integração, bons princípios e bons ensinamentos.

Prital Ashvin — Dançarina hindu


SPLS agradece ajuda solidária da Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa ao programa ACOLHER

A Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, uma instituição com mais de 700 anos em Portugal, contribuiu de forma generosa com donativo para a organização do Programa ACOLHER.

“A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) reconhece, com grande admiração, este gesto solidário e altruísta. Agradecemos à Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa e, em particular ao seu presidente, Dr Markus Kemper, por acreditar neste projeto e por ajudar a concretizar o PROGRAMA ACOLHER, direcionado a populações muito vulneráveis como refugiados e migrantes”, sublinha a Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS.


SPLS agradece ajuda solidária da Dra. Cecília Minas Curta

A presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, agradece profundamente à Dra. Cecília Minas Curta a enorme dedicação ao Programa ACOLHER. Em todos os momentos foi uma grande parceira.


SPLS agradece apoio da Missão Continente

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) expressa o seu reconhecimento à Missão Continente pela cedência de produtos alimentares e de material de higiene, posteriormente entregue à AD SUMUS — Associação de Imigrantes de Almada, no âmbito do programa ACOLHER.

A AD SUMUS participou activamente na capacitação da população migrante com a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde e outros parceiros, como o Município de Almada, Dra. Renata Benavente e a Egas Moniz School of Health & Science, Dra. Iris Almeida e outros.

Esta entrega foi efetuada pelo Prof. Hélio Bragança da Silva.

Esta colaboração constitui um contributo relevante para o reforço da resposta social desenvolvida, refletindo um compromisso partilhado com a responsabilidade social, a solidariedade e a promoção do bem-estar das comunidades apoiadas.

A SPLS agradece a confiança e a parceria demonstradas.

 


SPLS agradece apoio de Botelho & Rodrigues Distribuidores

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) expressa o seu reconhecimento à Botelho & Rodrigues Distribuidores pela cedência de produtos de higiene, posteriormente entregue a várias pessoas com e sem doença, como a AD SUMUS — Associação de Imigrantes de Almada, Associação Mundo Feliz que apoiam milhares de migrantes, e ainda no âmbito do programa ACOLHER.

Tanto a Associação Mundo Feliz e AD SUMUS participaram activamente na capacitação da população migrante com a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde e outros parceiros, como o Município de Almada, Dra. Renata Benavente e a Egas Moniz School of Health & Science, Dra. Iris Almeida e outros.

Esta entrega foi efetuada pelo Prof. Hélio Bragança da Silva e pela Prof. Cristina Vaz de Almeida.

Esta colaboração constitui um contributo relevante para o reforço da resposta social desenvolvida, refletindo um compromisso partilhado com a responsabilidade social, a solidariedade e a promoção do bem-estar das comunidades apoiadas.

A SPLS agradece a confiança e a parceria demonstradas em particular a benemerência desta grande distribuidora de medicamentos Portuguesa Botelho & Rodrigues.

Botelho & Rodrigues é uma empresa portuguesa que se dedica à comercialização e distribuição de produtos farmacêuticos em território nacional. Há 60 anos ao serviço das farmácias, acompanha os desafios e sucessos de cada dia, sempre com soluções de qualidade, adaptadas às necessidades e mudanças do mercado.


Contributo da artista MMR para o ACOLHER

A gentes de outros mundos que se fundem nas nossas vidas trazendo emoções significativas sobre a vida e sobre a humanidade.


A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde organizou, com a NIALP Intercultural Association Lisboa, sessões que empoderam e capacitam populações mais vulneráveis — 24 de janeiro de 2026

Responsável: Dra. Ana Justo

Com a intervenção da Dra. Ana Justo, psicóloga na Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, a sessão foi direcionada a homens do Nepal e Bangladesh e utilizou o futebol para se falar de saúde mental.

Com a coordenação sempre atenta da Dra. Constança Turquin, especialista em política social e responsável na NIALP por estes projetos.

Muito participativos, os participantes alinharam nos vários desafios que foram sendo associados a sua saude mental.

  • O que um penálti te faz sentir antes de atirares a bola?
  • Correr e passar a bola, como te sentes?
  • Qual o momento mais desafiante?
  • Qual o momento mais stressante?


Comunicação Intercultural para Populações Migrantes sobre tuberculose

Responsável: Mestre Hélder Carreira

 

A proposta articula-se através de uma abordagem multidimensional que abraça desde o rastreio de doenças crónicas até ao acompanhamento psicológico, reconhecendo que a vulnerabilidade em saúde se entrelaça indissociavelmente com precariedade social, fragmentação identitária e exclusão linguística.

Esta iniciativa representa uma metamorfose conceptual na literacia em saúde: abandona modelos hierárquicos de transmissão unidirecional, privilegiando encontros dialógicos onde conhecimento técnico e experiência vivida se fecundam mutuamente, gerando cuidados verdadeiramente humanizados e culturalmente competentes.

 

FOCO NA TUBERCULOSE

A tuberculose configura-se como narrativa clínica que transcende fronteiras linguísticas, exigindo uma pedagogia da simplicidade compassiva. Esta reformulação abandona o jargão técnico sem comprometer o rigor científico, reconhecendo que a vulnerabilidade idiomática não diminui a capacidade cognitiva. O desafio reside em traduzir conhecimento complexo numa linguagem universal do cuidado, onde gestos, imagens e palavras essenciais convergem para construir pontes terapêuticas.

Objetivos

  • Reconhecer a tuberculose como doença curável através de símbolos visuais
  • Identificar sinais corporais que requerem cuidados de saúde
  • Aplicar medidas preventivas básicas no quotidiano familiar
  • Confiar nos serviços de saúde como espaços acolhedores

Sessão na Figueira da Foz — 11 de dezembro de 2025

Responsável: Enf. Anabela Serra e Dra. Rosário Santos Silva

Realizaram-se hoje as duas últimas sessões deste ano, do projeto Acolher da SPLS, com 42 migrantes (8 mulheres e 34 homens) oriundos de vários países, principalmente do Nepal, mas também da Índia, Bangladesh, Paquistão, Brasil e Guiné.

O tema abordado foi Alimentação saudável para a prevenção da hipertensão e da diabetes, visto serem estes os diagnósticos mais identificados pela Medicina do Trabalho da empresa. As ações tiveram como parceiros a Comissão de Humanização, o Serviço de Nutrição e a Unidade de Saúde Familiar da Figueira Sul da ULSBM, EPE, a Cáritas de Coimbra, a Autarquia da Marinha das Ondas e a empresa Lusiaves, a quem agradecemos a disponibilidade e o empenho em contribuir para que as ações se concretizassem.

Foi avaliada a satisfação dos participantes com as ações, que foi de 83% muito satisfeitos, 14% satisfeitos e 2% pouco satisfeitos. Os ganhos em conhecimento foram de 26%. Obrigada Prof. Cristina por nos incentivar e apoiar na capacitação desta população tão vulnerável.


Sessão em Gondomar — 10 e 11 de dezembro

Responsável: Dr. Filipe Serralva

As sensibilizações vão acontecer nos dias 10 e 11 de Dezembro das 18h às 20h na sede da Junta de Freguesia de Rio Tinto. Vai contar com a participação da Dra. Nataliya Khmil, Presidente da Amizade — Associação de Imigrantes de Gondomar e responsável pelo CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) de Gondomar.


Sessão na NIALP — 05 de dezembro de 2025

Responsável: Dra. Ana Justo

Na passada sexta-feira, dia 5 de dezembro, realizou-se na NIALP uma sessão dirigida a mulheres migrantes nepalesas e indianas, com o objetivo de as capacitar para compreender, fortalecer e promover o seu bem-estar. A iniciativa centrou-se no desenvolvimento de competências de autocuidado, estratégias de regulação emocional e no reforço da consciência das suas forças pessoais. Paralelamente, trabalhou-se a identificação de fatores que podem comprometer esse bem-estar, bem como o reconhecimento de sinais de alerta de sofrimento em si próprias e noutras mulheres, promovendo a capacidade de oferecer apoio sensível e informado no seio da comunidade.

Durante a sessão, criou-se um espaço de conforto e de segurança e analisou-se casos de violência doméstica, tanto verbal como física, navegando a reflexão conjunta para que as participantes compreendessem como identificar estes comportamentos, procurar ajuda e aceder a entidades de apoio especializadas.

A iniciativa foi conduzida pela Dra. Ana Justo, profissional de saúde e psicóloga da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, em articulação com especialista em género e violência doméstica da equipa FEM-CML, Elisabete Brasil.

Participaram nove mulheres migrantes que, com o conhecimento adquirido, se comprometeram a partilhá-lo com outras mulheres das comunidades. As histórias, as ideias principais e a informação para procura de ajuda, transmitida durante a sessão, serão posteriormente divulgadas em vídeos curtos nas redes sociais, de forma a ampliar o alcance da mensagem e chegar a um número ainda maior de pessoas.


Sessão de movimento presencial em Castelo Branco — 29 de novembro de 2025

Responsável: Mestre Mariana Fonseca

As barreiras mencionadas pelos jovens universitários para a prática regular de exercício físico ou atividade física envolvem a gestão do tempo, as finanças e a motivação/disposição.

Problemas identificados em estudantes internacionais:

Barreiras Culturais e de Adaptação

  • A necessidade de se adaptar a um novo país e cultura pode consumir energia e tempo, e diminuir a prioridade da prática de regular atividade física;
  • Dificuldade em compreender orientações de atividade física e de exercício pela dificuldade em interagir socialmente;
  • A dificuldade em sentir-se integrado na comunidade académica pode afetar o envolvimento em atividades de grupo, incluindo certas práticas desportivas individuais ou coletivas, e/ou idas ao ginásio/treino outdoor;
  • Menor rede de suporte de amigos e familiares no novo país, o que é um fator importante de motivação para a prática de atividade física/exercício na população em geral.

Barreiras Financeiras, Pessoais e Logísticas

  • Falta de recursos financeiros: o acesso a serviços básicos e despesas de vida costuma ser uma preocupação primária, sendo a mensalidade de um ginásio ou a aquisição de equipamentos desportivos um desafio; ou a dificuldade de acesso a instalações desportivas e/ou de transporte;
  • Falta de energia (disposição e motivação) /Cansaço/Desinteresse: O esgotamento físico e mental decorrente da rotina ou a falta de interesse em praticar;
  • Falta de conhecimento e/ou de orientação para a prática regular de atividade física.

I – Intervenção

Realização de uma sessão de movimento presencial na sede da Erasmus Student Network Castelo Branco (ESN-CB), no âmbito do Projeto ACOLHER, no dia 29/11/2025 (a confirmar), com duração de 1 hora.

A oradora Mariana Fonseca – Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Licenciada em Fisioterapeuta ESALD-IPCB e Mestre em Promoção da Saúde ENSP-UNL – tem prática clínica em Portugal e experiência no acompanhamento da pessoa migrante de diferentes países do mundo (Inglaterra, Holanda, Espanha, França, Alemanha, Moldávia, Ucrânia, Israel, Angola, Cabo Verde, EUA, EAU, etc).

Objetivos da intervenção:

  • Promover literacia em saúde em língua universal (inglês) sobre a prática regular de atividade física e da importância do movimento no bem-estar e qualidade de vida a médio-longo prazo, com a experiência sensorial de realizar a própria sequência de movimento;
  • Facilitar a compreensão dos benefícios da atividade física, experimentando-a (experiência sensorial – sessão de movimento – sequência personalizada de Pilates Clínico);
  • Cocriar e gravar uma sequência de movimento com o telemóvel ou outro dispositivo de cada participante/grupo de participantes, para publicar nas redes sociais da ESN e eleger a mais elegante e criativa.

C – Comparador

Como não existe grupo de comparação formal, serão usados os seguintes referenciais:

BASE – Questionário prévio à intervenção para verificar qual a frequência de treino físico/de prática regular de atividade física dos jovens e quais as principais 3 barreiras, no momento do registo, para avaliar as suas perceções;

AVALIAÇÃO DA INTERVENÇÃO – Questionário breve após sessão de movimento, para avaliar a utilidade, clareza da informação e da sessão de movimento.

O – Outcomes (Resultados)

Resultados esperados da intervenção:

Curto prazo – Aumento do conhecimento sobre a importância do movimento e de uma prática regular de atividade física para o bem-estar e qualidade de vida a médio-longo prazo;

Médio-longo prazo – Consciencialização para a importância da literacia em saúde da comunidade estudantil migrante de Castelo Branco – ESN o mais precocemente possível.

NOTA: Esta sessão de movimento constitui uma intervenção-piloto de literacia em saúde dirigida à comunidade de estudantes internacionais de Castelo Branco – ESN. Desejamos ultrapassar barreiras linguísticas e culturais para promover a prática regular de atividade física na população mais jovem, consciencializando-os para a adoção de um estilo de vida mais saudável o cedo possível, de forma criativa e divertida.

A participação é gratuita, mediante registo e preenchimento de questionário, permitindo recolha de dados de linha de base e avaliação de impacto da intervenção.


SPLS promove sessão dedicada à saúde e integração de imigrantes em Ponte de Lima — 28 de novembro de 2025

Responsável: Dra. Coralie Alves

No âmbito do Programa ACOLHER, a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) vai dinamizar, no dia 28 de novembro de 2025, uma sessão da iniciativa “Conversas Inclusivas”, dirigida a imigrantes e suas famílias. O encontro decorrerá entre as 14h30 e as 16h00, na Junta de Freguesia de Arca e Ponte de Lima, sendo de inscrição obrigatória.

Com o objetivo de promover uma integração saudável e informada, esta sessão abordará três áreas essenciais para o bem-estar e a vida em comunidade:

  • Estilos de vida saudáveis
  • Rastreios de saúde
  • Empregabilidade

A sessão contará com a presença das oradoras:

  • Dr.ª Coralie Alves, Médica de Família
  • Dr.ª Dália Lima, Especialista em Diversidade e Inclusão

Através de uma abordagem prática e acolhedora, esta iniciativa pretende aproximar serviços, esclarecer dúvidas e reforçar competências em saúde e cidadania, promovendo a confiança, autonomia e participação ativa na vida comunitária.


Ronda dos contos na NIALP — 22 de novembro

Responsável: Dra. Isabel Fernandes

A Ronda dos Contos voltou a demonstrar o seu impacto profundamente positivo nas crianças e mães do Bangladesh e do Nepal acolhidas pela NIALP – Intercultural Association Lisboa. A iniciativa, realizada na tarde de 29 de novembro, reuniu leitura em voz alta, dança, música e canto coral, num ambiente de forte união comunitária e partilha cultural.

A sessão contou com a participação da psicóloga Dra. Isabel Maria Fernandes, cuja intervenção inspirou todos os presentes. Com a sua capacidade singular de despertar consciências e oferecer novas perspetivas sobre o mundo, a Dra. Isabel voltou a evidenciar a sua dedicação a uma missão de transformação humana e empoderamento pessoal.

O encontro destacou uma dimensão profunda de humanidade, reforçando a importância da capacitação como caminho para a melhoria coletiva. Foram ainda reconhecidas as contribuições do Dr. Kamal Bhattarai, da Dra. Constança Turquin e dos filhos da Dra. Isabel, André e Joana, cuja colaboração enriqueceu a experiência.

A tarde revelou-se especialmente significativa, reforçando a convicção de que o verdadeiro caminho é o da solidariedade ativa, em que se apoia quem, por diversas circunstâncias, se encontra mais vulnerável às vicissitudes da vida. Não por falta de coragem ou capacidade, mas muitas vezes por ausência de oportunidades que permitam agir e transformar.

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde reafirmou o seu compromisso em trabalhar em rede para promover essa mudança, mantendo o seu papel ativo na capacitação de comunidades diversas. A próxima sessão já está marcada: no dia 5 de dezembro, a psicóloga Ana Justo regressará à NIALP para mais um momento dedicado ao fortalecimento emocional e social do público participante.


Sessão sobre saúde mental na NIALP — 21 de novembro de 2025

Responsável: Dra. Ana Justo


ACOLHER chega ao Algarve com a EOLIS: Paddle para bem-estar de migrantes e refugiados — 18 e 19 de novembro

Responsável: Dra. Sandra Santos

Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) lança parceria com a EOLIS, da Dra. Sandra Santos, para promover saúde e integração através do contacto com o mar.

A SPLS está a expandir o programa ACOLHER ao Algarve através de uma nova iniciativa com a EOLIS, fundada pela Dra. Sandra Santos, dedicada às atividades marítimas de paddle. O projeto foi desenhado a pensar em populações mais vulneráveis, em particular migrantes e refugiados, oferecendo sessões no meio aquático que reforçam o bem-estar físico e psicológico e facilitam a integração comunitária.

Dia 18 de novembro

Dia 19 de novembro

Dia 08 de dezembro


Ação do Programa Acolher promove literacia em saúde infantil junto de famílias migrantes — 18 de novembro de 2025

No âmbito do Programa Acolher, a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) realizou mais uma iniciativa dedicada à promoção de literacia em saúde junto de comunidades migrantes. A atividade, coordenada pela Enf. Eliana Rocha, presidente do projeto Clips do Coração, decorreu na Associação Mundo Feliz e teve como foco os cuidados essenciais às crianças e as doenças mais comuns na infância.

A sessão, marcada por grande envolvimento e partilha, permitiu esclarecer dúvidas, transmitir conhecimentos fundamentais e criar um ambiente de proximidade e confiança entre profissionais e participantes. Para além da componente científica, a iniciativa destacou-se pela sua dimensão humana — um dos pilares centrais do Programa Acolher.

A Enf. Eliana Rocha sublinhou a importância destas ações: “Foi uma tarde muito enriquecedora, de troca de experiências e sorrisos. Sou muito grata por fazer parte deste programa, que reflete o propósito e o compromisso da SPLS com a comunidade.”

O Programa Acolher reafirma assim a sua missão de promover literacia em saúde acessível, inclusiva e culturalmente sensível, contribuindo para o bem-estar e integração das famílias migrantes em Portugal.


Consulta coletiva a mulheres com cancro da mama — 14 de novembro

Responsáveis: Dr. Vasco Fonseca e Enf. Maria do Céu Oliveira Martins

A sessão teve lugar na Associação Mundo Feliz, contando com a presença de vários profissionais e parceiros envolvidos no projeto. A consulta foi dinamizada pela equipa do ACOLHER e contou também com a participação da Enfermeira Maria do Céu Oliveira Martins, que contribuiu com a sua experiência e conhecimento na área da saúde infantil e comunitária.

Marcaram ainda presença a Presidente da Associação Mundo Feliz, Cecília Minas Curta, e representantes da instituição, reforçando o compromisso conjunto na construção de respostas integradas que promovem o acesso à saúde, a capacitação e o bem-estar das famílias apoiadas.


Alimentação Divertida — 16 de novembro de 2025

No dia 16 de outubro de 2025, a Escola Alto do Moinho, em Vale de Milhaços, realizou um dia dedicado à promoção da saúde, envolvendo alunos, profissionais e comunidade educativa.

Durante a manhã, teve lugar a iniciativa “Saúde Mental e Física. Proteger a Vida”, que contou com a presença da Direção da Escola, da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde e da ANESC. As crianças apresentaram um momento de Dança Hindu, seguido de uma sessão prática de Suporte Básico de Vida, dinamizada pelo Dr. Filipe Serralva e pelo Enf. Jorge Brandão. No final, foram entregues certificados aos participantes.

A tarde foi dedicada à Alimentação Divertida, com a participação da Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Dr.ª Liliana Sousa, da Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS, da Dr.ª Vania Costa, Vice-Presidente da SPLS, bem como de representantes da escola, da associação de pais e da ANESC. As crianças prepararam pratos criativos com frutas e legumes, explorando sabores e cores, e apresentaram os resultados, partilhando o que aprenderam. O dia terminou com a entrega de certificados.

A iniciativa reforçou a importância de envolver as crianças em práticas de saúde positiva, através da experiência, criatividade e participação ativa no seu próprio bem-estar.


Sessão de literacia em saúde na Escola Técnica Empresarial do Oeste — 14 de novembro de 2025

No dia 14 de novembro, pelas 11h00, a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde realizou uma sessão integrada no programa ACOLHER, dedicada à promoção da literacia em saúde junto de jovens estudantes da Escola Técnica Empresarial do Oeste.

A iniciativa centra-se no tema da Diabetes, uma condição de elevada prevalência em Portugal e no mundo, e teve como objetivo reforçar o conhecimento dos jovens sobre prevenção, sinais de alerta e hábitos de vida saudáveis.

A sessão contou com a intervenção da Presidente da SPLS, Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, da Mestre Ana Veiga e da Dra. Dulce do Ó, que dinamizaram uma conversa participativa, estimulando o esclarecimento de dúvidas e a reflexão sobre escolhas no quotidiano que influenciam diretamente a saúde. A atividade é desenvolvida em articulação com a coordenação da escola, através da Enf.ª Fátima Maurício, a quem agradecemos a colaboração e acolhimento.

Este momento representa mais um passo no compromisso do programa ACOLHER em aproximar a literacia em saúde das comunidades, promovendo o conhecimento como ferramenta essencial para decisões informadas e para a melhoria da qualidade de vida.


Sessão junto de mulheres migrantes — 12 de novembro de 2025

O Programa ACOLHER, desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, atua a nível nacional com a missão de facilitar o acesso aos cuidados de saúde, promover a saúde e prevenir a doença entre pessoas refugiadas e migrantes em situação de maior vulnerabilidade.

O Clips do Coração, através da Enf. Eliana Rocha, orgulha-se de ser parceiro deste programa e, no dia 12 de novembro, surgiu a primeira oportunidade de realizar a primeira intervenção junto de um grupo de mulheres migrantes, na Fundação Cidade de Lisboa, onde se abordaram as doenças mais comuns na infância e os principais cuidados a ter. A interação foi extraordinária — houve uma enorme vontade de aprender e de partilhar experiências.

A sessão iniciou-se com a dinamização do GAT, através do William e da Ana, que explicaram de forma clara e acessível um tema tão complexo como o acesso aos serviços de saúde em Portugal.


ACOLHER: programa de capacitação da SPLS junta especialistas para fortalecer respostas em migrações

A SPLS dinamizou mais uma sessão do ACOLHER, reunindo especialistas e parceiros académicos para reforçar competências na abordagem à multiculturalidade e às populações em situação de vulnerabilidade.

Ao longo do encontro, o Dr. Tiago F. Cardoso partilhou orientações práticas para uma intervenção mais informada e humanizada junto de pessoas migrantes, sublinhando a importância de competências culturais, comunicação sensível e articulação interinstitucional.

A iniciativa contou com a parceria do Politécnico de Leiria e do Mestrado em Enfermagem, coordenado pela Prof. Teresa Kraus, evidenciando a ligação entre prática e academia na construção de respostas integradas e baseadas em evidência.

Estiveram também presentes o Mestre Hélder Carreira, vice-presidente da Comissão de Ética da SPLS, que destacou princípios de equidade e confidencialidade na intervenção, e a Prof. Doutora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da SPLS, reforçando o compromisso da Sociedade com a formação contínua e a cooperação com entidades parceiras.

A participação enquanto orador na aula aberta sobre desenvolvimento de competências para refugiados, migrantes e profissionais de enfermagem especializada em saúde familiar e saúde pública permitiu uma reflexão sobre as dimensões éticas e práticas dos cuidados de saúde em contextos de multiculturalidade.

Esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde em articulação com a Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria materializa a necessidade urgente de desenvolver competências transculturais que transcendam a mera aplicação técnica de protocolos clínicos, abraçando a complexidade humana que habita cada encontro terapêutico.

Tendo como base o Programa ACOLHER da SPLS, durante a apresentação, foram ilustrados exemplos práticos sobre a abordagem cultural em situações clínicas complexas, nomeadamente casos de tuberculose e alcoolismo em contextos migratórios, demonstrando como as barreiras culturais podem comprometer a eficácia terapêutica.

Elencaram-se estratégias específicas para comunicação intercultural, trabalho com intérpretes, avaliação cultural e adaptação de intervenções ao contexto de vida das pessoas, evidenciando que a competência técnica sem sensibilidade cultural resulta em cuidados fragmentados e ineficazes.

Numa sociedade que aspira à verdadeira inclusão, a formação de profissionais de enfermagem especializados exige o cultivo de uma consciência cultural profunda. Os cuidados prestados a refugiados e migrantes revelam a insuficiência de abordagens universalistas que ignoram as particularidades experienciais destas populações vulneráveis.

A competência intercultural emerge como imperativo ético, reconhecendo que cada pessoa transporta consigo um universo de significados sobre saúde, doença e cura que não podem ser negligenciados.

As intervenções impactantes e robustas de conhecimento da Professora Cristina Vaz de Almeida, Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde – SPLS, da Professora Teresa Kraus, do Dr. Tiago Cardoso e do Professor Tiago Andrade, construíram alicerces para uma ponte social de desenvolvimento ético dos cuidados.

Esta convergência de saberes ilustra a aproximação necessária entre academia e contexto prático, manifestando uma preocupação pelos valores humanos fundamentais que transcende o mero exercício académico.

Agradeço profundamente a oportunidade de participar nesta iniciativa que honra os valores de uma academia comprometida com a excelência ética e humana.

Enf. Hélder Carreira


Programa ACOLHER com Egas Moniz School of Health & Science e a Câmara Municipal de Almada — 25 de outubro de 2025

Responsável: Fisioterapeuta Hélio Bragança da Silva

A Egas Moniz School of Health & Science e a Câmara Municipal de Almada, com a parceria da AD SUMUS – Associação de Imigrantes de Almada, aliaram-se à Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) e participaram na realização de uma ação do Programa ACOLHER, coordenada pelo Fisioterapeuta Hélio Bragança da Silva Professor na Egas Moniz School of Health & Science e Sócio da SPLS.

Esta ação, realizada no dia 25 de outubro de 2025, permitiu obter resultados a diferentes níveis, nomeadamente:

  • Deteção precoce de problemas de saúde prioritários;
  • Aumento da literacia em saúde;
  • Promoção de maior autocuidado e adesão a hábitos saudáveis;
  • Identificação de necessidades específicas de saúde da população em situação de vulnerabilidade;
  • Redução de riscos associados ao diagnóstico tardio de doenças crónicas ou condições agudas;
  • Promoção de inclusão social e bem-estar global;
  • Criação de dados epidemiológicos relevantes sobre o estado de saúde desta população, apoiando políticas de saúde pública;
  • Melhoria da articulação entre instituições de saúde, parceiros sociais e organizações comunitárias;
  • Desenvolvimento de práticas de rastreio culturalmente sensíveis e replicáveis em contextos semelhantes.

2.ª edição desta iniciativa

Numa parceria entre a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), a Egas Moniz School of Health & Science, a Câmara Municipal de Almada e a AD SUMUS – Associação de Imigrantes de Almada, com apoio do GAT e Liga Portuguesa Contra o Cancro – delegação de Almada, realizou-se uma 2ª ação do Programa ACOLHER, coordenada pelo Fisioterapeuta Hélio Bragança da Silva, Professor na Egas Moniz School of Health & Science e Sócio da SPLS.

Esta ação chegou a 97 pessoas em situação vulnerável e permitiu obter resultados em múltiplas dimensões da saúde, incluindo:

  • Saúde cardiorrespiratória
  • Diabetes
  • Índice de massa corporal
  • Hipertensão arterial
  • Saúde mental
  • Saúde oral
  • Saúde sexual – saúde nas disfunções do pavimento pélvico.
  • Integração e Navegabilidade no Serviço de Saúde

Uma ação dinâmica que contribuiu para o aumento da literacia dos utentes e enriqueceu também profissionais e estudantes da Egas Moniz School of Health & Science, sendo que a integração de estudantes em ações desta natureza é fundamental para o seu crescimento profissional e contributo para o desenvolvimento de um mundo melhor.


Encontro na Associação Mundo Feliz — 21 de outubro de 2025

No dia 21 de outubro de 2025, na Associação Mundo Feliz, realizámos uma sessão do Programa Acolher dedicada a mulheres com cancro, com a participação de Georgina, Luiza e Rosa e a presença da presidente, Cecília Minas Curta. Foi um momento de partilha autêntica sobre temas essenciais: superar a vergonha para dialogar com os profissionais de saúde, acesso a suporte emocional, vivência da espiritualidade, procura de fontes credíveis de informação e a importância de dar voz à pessoa doente.

Saímos com aprendizagens valiosas. Obrigada, em nome da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), a todas as participantes pela coragem e generosidade.


PROGRAMA ACOLHER leva Suporte Básico de Vida e dança hindu à Escola Básica do Alto do Moinho — 16 de outubro de 2025

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde realizou. a 16 de outubro, mais uma sessão do PROGRAMA ACOLHER na Escola Básica do Alto do Moinho, em Corroios, juntando ciência, arte e cidadania para promover a saúde desde a infância.

Ao longo da manhã, cerca de 200 crianças, com idades entre 5 e 7 anos, participaram numa demonstração prática de Suporte Básico de Vida (SBV) orientada pelo Dr. Filipe Serralva e pelo enfermeiro Jorge Brandão, com o apoio da Dra. Anastasiia Zapotichna. A componente cultural ficou a cargo de Ridhi Maugi, que apresentou e dinamizou uma dança hindu, promovendo expressão corporal, coordenação motora e bem-estar.

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde agradece às Diretoras da Escola Básica do Alto do Moinho, que acolheram a atividade de braços abertos, permitindo que a escola se tornasse um espaço de aprendizagem prática, inclusiva e divertida.


Programa ACOLHER destaca comunicação empática em VIH no Fórum Europeu de Enfermeiros e Farmacêuticos — 15 de outubro de 2025

Responsável: Enf. Catarina Esteves Santos

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) anuncia a participação da Enf. Catarina Esteves Santos numa sessão dirigida a profissionais de saúde sobre “HIV Care and Empathic Communication”, integrada numa das vertentes do Programa ACOLHER: a promoção de práticas multiculturais e equitativas junto de públicos vulneráveis, com foco em refugiados e migrantes adultos.

A sessão, inserida no 8th Nurses & Pharmacists HIV Clinical Forum 2025, explorou o papel decisivo das equipas multidisciplinares — enfermeiros, médicos, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais — na prestação de cuidados de VIH baseados na empatia, na comunicação eficaz e na literacia em saúde.

“Nesta sessão, vou refletir sobre como a empatia, a comunicação e o trabalho em equipa multidisciplinar influenciam a qualidade dos cuidados em VIH — e como estes princípios se estendem a outras áreas da saúde comunitária, nomeadamente através do Programa ACOLHER, promovido pela Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) dirigido a enfermeiros e farmacêuticos de toda a e Europa, em que a partilha de experiência e boas práticas é o pilar para ganhos em saúde e promover a equidade”.

8th Nurses and Pharmacists HIV Clinical Forum é um espaço para enfermeiros e farmacêuticos de todo o mundo discutirem os últimos avanços no tratamento do VIH. Academic Medical Education.

As sessões abordaram um amplo espectro de assuntos, incluindo terapias injetáveis ​​de longa duração, envelhecimento com VIH, interações medicamentosas, modelos de apoio comunitário e otimização dos cuidados centrados no doente.

As gravações das sessões, juntamente com informações das Discussões de Casos Clínicos, estão agora disponíveis no website para que possa rever ou atualizar-se sobre qualquer conteúdo que tenha perdido! https://lnkd.in/dJy_TRP7

Tive a oportunidade de apresentar “O papel da equipa multidisciplinar na prestação de cuidados empáticos em VIH”. Reforcei a importância da empatia, literacia em saúde e colaboração entre profissionais para cuidar melhor.

Projetos como o ACOLHER, da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde – SPLS, mostram isso na prática: rastreios comunitários e intervenções de saúde junto de refugiados e migrantes, com equipas multidisciplinares e abordagem humana.


PROGRAMA ACOLHER intervém na Associação Mundo Feliz — 14 de outubro de 2025

Responsável: Mestre Ana Veiga

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde realizou, no dia 14 de outubro de 2025, uma ação do PROGRAMA ACOLHER na Associação Mundo Feliz, presidida por Cecilia Minas Curto. A intervenção foi coordenada no terreno pela Mestre Ana Veiga, Coordenadora Nacional dos Rastreios da SPLS, e centrou-se na promoção da literacia em saúde e na identificação precoce de necessidades em refugiados e migrantes adultos em situação de particular vulnerabilidade.

O que aconteceu

  • Rastreios comunitários em áreas prioritárias (tensão arterial, glicemia capilar, saúde cardiorrespiratória e bem-estar psicológico).

  • Aconselhamento breve e educação para a saúde, com foco no autocuidado e no acesso a cuidados formais.

  • Encaminhamentos para serviços de saúde e apoio social quando identificadas necessidades específicas.


PROGRAMA ACOLHER leva Suporte Básico de Vida a 25 adolescentes na Escola Pedro Santarém — 11 de outubro de 2025

Responsável: Dra. Anastasiia Zapotichna

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde realizou no passado sábado, 11 de outubro, mais uma sessão do PROGRAMA ACOLHER na Escola Pedro Santarém, dirigida a um grupo de 25 adolescentes, com idades entre os 13 e os 16 anos. A sessão foi conduzida pela médica Dra. Anastasiia Zapotichna e centrou-se no Suporte Básico de Vida (SBV), com enfoque em competências práticas que podem fazer a diferença em situações de emergência.

Ao longo da atividade, os participantes treinaram passos essenciais do SBV — reconhecimento de uma paragem cardiorrespiratória, ativação dos serviços de emergência e execução de compressões torácicas eficazes —, reforçando a importância de agir com segurança e confiança até à chegada de ajuda diferenciada.

O programa foi muito bem acolhido pela comunidade escolar. No balanço final, os adolescentes atribuiram a pontuação máxima (5/5) à prestação da Dra. Anastasiia Zapotichna, destacando a clareza das explicações, a dinâmica das demonstrações e a utilidade imediata dos conteúdos.

Com iniciativas como esta, o PROGRAMA ACOLHER prossegue a sua missão de promover literacia em saúde e capacitar jovens para responderem a situações críticas com responsabilidade e espírito solidário.


Sessão destinada à população migrante russa e ucraniana — 22 de setembro de 2025

Responsável: Dra. Mariia Melnikova

Promover saúde é também falar a língua das pessoas.

Neste mês tive o privilégio de participar no Programa ACOLHER da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) com um webinar dedicado aos refugiados e migrantes do Leste Europeu, sobre o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal.

Foram realizadas três sessões, com a participação de mais de 100 pessoas, na sua maioria mulheres entre os 30 e os 45 anos, provenientes sobretudo da Rússia e da Ucrânia.

Os resultados do questionário inicial mostraram que as principais dificuldades sentidas no acesso aos cuidados de saúde são:
Barreiras linguísticas,
Falta de informação sobre os serviços,
E longos tempos de espera.

Estes dados confirmam que a literacia em saúde multicultural e multilingue é essencial para garantir o acesso equitativo e o uso responsável dos serviços públicos.
Foi um enorme prazer contribuir para este projeto com uma sessão em russo e ucraniano, ajudando a tornar o SNS mais compreensível e próximo de quem chega a Portugal.


Intervenção na NIALP — 11 julho e 01 de agosto de 2025

Objetivo da Intervenção da SPLS

Capacitar cidadãos migrantes através de informação clara, acessivel e simples para acederem com confiança, segurança e autonomia aos recursos de saúde do SNS, promovendo a sua inclusão e literacia em saúde.

Ideias-Chave da Intervenção

  • Sensibilização para o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), adaptada a cidadãos migrantes do sul asiático (Nepal e Bangladesh).
  • Dinâmicas participativas com base em casos práticos reais sobre: organização dos serviços de saúde em Portugal, a atuação em situação de urgência e emergência, agendamento de consultas, registo no SNS, direitos dos imigrantes e serviços de saúde disponíveis (em contexto de cuidados saúde primários e cuidados saúde hospitalares).
  • A sessão decorreu em ambiente acolhedor e acessível, com apoio linguístico e envolvimento de equipas multidisciplinares da SPLS e NIALP.

Benefícios da Intervenção na NIALP

  • Redução de desigualdades no acesso à saúde;
  • Melhoria da comunicação e confiança entre cidadãos migrantes e profissionais de saúde;
  • Promoção do autocuidado, da adesão e do uso adequado dos recursos e serviços de saúde do SNS;
  • Promover literacia em saúde em contextos multiculturais.


 


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Projeto nos média

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Testemunhos