Grupo de Trabalho de Literacia em Saúde para o HIV

Data Evento

14 de Fevereiro, 2026    
Todo o dia

Grupo de Trabalho de Literacia em Saúde para o HIV

Coordenadora do grupo

Enf. Catarina Esteves


Enf. Catarina Esteves Santos participa em webinar internacional da European HIV Nursing Network

A enfermeira Catarina Esteves Santos, sócia da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), será uma das oradoras convidadas no próximo webinar organizado pela European HIV Nursing Network, que terá lugar no dia 17 de março de 2026, em formato online.

Este encontro internacional reunirá profissionais de vários países europeus para discutir temas atuais e prioritários na área dos cuidados em VIH, promovendo a partilha de conhecimento e a troca de experiências entre especialistas da área da saúde.

Durante a sessão, Catarina Esteves Santos apresentará a comunicação intitulada “Communication and HIV/treatment advocacy”, onde abordará a importância da comunicação eficaz e do advocacy no contexto do tratamento e acompanhamento de pessoas a viver com VIH. A intervenção decorrerá entre as 14h45 e as 14h55 (hora do Reino Unido).

O programa do webinar inclui ainda temas como a fragilidade em pessoas mais velhas a viver com VIH, um workshop dedicado aos marcos importantes na vida de mulheres a viver com VIH, bem como atualizações de diferentes países europeus sobre práticas e desafios atuais nesta área.

A participação de Catarina Esteves Santos neste evento internacional destaca o contributo de profissionais portugueses para o avanço do conhecimento e para a promoção de práticas baseadas em evidência no domínio da enfermagem em VIH.

O webinar é aberto a profissionais interessados na área e constitui uma oportunidade relevante para atualização científica e fortalecimento da colaboração internacional.

Data: 17 de março de 2026

Hora: 14h–16h (UK) | 15h–17h (CET) | 16h–18h (EET)

Formato: Online (Zoom)

Idioma: Inglês

Destaques da agenda:

  • Fragilidade em pessoas mais velhas a viver com VIH
  • Comunicação e advocacy em VIH/tratamento
  • Workshop: marcos importantes na vida de mulheres a viver com VIH
  • Atualizações dos países

AGENDA [times are UK/GMT]

  • 2:00 – 2:05 PM | Welcome and introductions
  • 2:05 – 2:45 PM | Natalie St Clair-Sullivan (UK) – Frailty in older adults living with HIV.
  • 2.45 – 2.55 PM | Catarina Esteves Santos (Portugal) – Communication and HIV/treatment advocacy.
  • 2.55 – 3.05 PM | BREAK
  • 3.05 – 3:45 PM | Paula Arreba Garcia-Abad (Spain) and michelle Croston (UK) – WORKSHOP SESSION: Exploring key milestones in the lives of women living with HIV.
  • 3:45 – 3:55 PM | Country updates
  • 3:55 – 4:00 PM | Wrap-up

Será uma excelente oportunidade para partilha de conhecimento, troca de experiências e fortalecimento da prática baseada em evidência na enfermagem em VIH a nível europeu.

Inscrições aqui: https://lnkd.in/eyZarekF

A participação é aberta a profissionais interessados na área.


O que é indetetável?

Indetetável = Intransmissível (I=I).

Não é um slogan. É ciência.

Hoje sabemos, com base em estudos clínicos robustos e de larga escala, que uma pessoa a viver com HIV, em tratamento eficaz e com carga viral indetetável, não transmite o vírus por via sexual.

Esta evidência tem sido consistentemente demonstrada em estudos internacionais que acompanharam milhares de casais serodiferentes, ao longo de vários anos, sem que se tenha registado um único caso de transmissão quando a carga viral se manteve indetetável.

A conclusão é clara e inequívoca:

Indetetável = Intransmissível

Risco zero de transmissão sexual

Este conhecimento, validado e apoiado por entidades como a Organização Mundial da Saúde e a UNAIDS, representa uma das maiores conquistas da medicina e da saúde pública nas últimas décadas.

No entanto, o impacto do I = I vai muito além da biologia:

  • reduz o estigma e a discriminação
  • fortalece a adesão ao tratamento
  • melhora a saúde mental e a qualidade de vida
  • promove relações baseadas em confiança e informação
  • reforça a importância do diagnóstico precoce

Literacia em Saúde é fundamental para que esta mensagem chegue, seja compreendida e seja aplicada — por profissionais de saúde, decisores políticos e pela sociedade em geral.

Combater o HIV passa também por combater a desinformação.

E informar corretamente é uma forma poderosa de prevenção.


A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) reconhece o HIV e SIDA como fator crítico de saúde e incentiva à construção de caminhos de literacia em saúde para melhor acesso, compreensão e uso dos recursos de saúde.

Fonte: OMS


O mundo tem um plano para acabar com a SIDA — e já está definido

A UNAIDS aprovou a Global AIDS Strategy 2026–2031, um documento-chave que orienta a resposta global ao HIV nos próximos anos, com um objetivo inequívoco:

  • Acabar com a SIDA como ameaça à saúde pública até 2030 e garantir uma resposta sustentável, equitativa e liderada pelas pessoas no pós-2030.

Documento completo (PDF): https://lnkd.in/eXNYy6_j

Página oficial da Estratégia: https://lnkd.in/erE5zsTG

O que torna esta Estratégia diferente?

Pessoas e comunidades no centro. A resposta ao HIV só funciona quando é liderada por quem é mais afetado — pessoas que vivem com HIV e populações-chave.

Direitos humanos, género e equidade: Combater o estigma, a discriminação e as desigualdades estruturais não é opcional — é condição para o impacto.

Três prioridades estratégicas claras:

  • Liderança nacional e sustentabilidade
  • Serviços integrados e centrados nas pessoas
  • Fortalecimento da liderança comunitária

8 áreas de resultados com metas mensuráveis até 2030. Da prevenção combinada ao tratamento, do financiamento sustentável à inovação e à responsabilização.

Aprovada em dezembro de 2025. Resultado de consultas globais com governos, sociedade civil, comunidades, academia e parceiros multilaterais.

Não basta manter o que existe. É preciso fazer diferente, fazer melhor e fazer junto — com base em evidências, direitos humanos e liderança comunitária.

A Estratégia está escrita.

Agora, o desafio é transformar compromisso político em ação concreta.


Literacia em Saúde no Cuidado ao VIH: A Comunicação Cura?

Texto da autoria da Enf. Catarina Esteves

 

A literacia em saúde é um conceito multidimensional que envolve o conhecimento, a motivação e as competências para aceder, compreender, avaliar e aplicar informação em saúde — capacitando a tomada de decisões informadas ao longo do ciclo de vida. Para as pessoas que vivem com VIH (PVVIH) ter tais competências são fundamentais para aderir ao tratamento e envolver-se de forma ativa nos seus cuidados de saúde.

Perspetiva da pessoa que vive com VIH

Viver com VIH exige navegar num sistema de cuidados que pode ser complexo, onde a capacidade de interpretar informação sobre terapias antirretrovirais, resultados de análises e adesão a consultas é crucial. Estudos apontam que níveis baixos de literacia em saúde associam-se a uma menor adesão ao tratamento, desvinculação dos cuidados e maior (auto)estigma.

Uma literacia em saúde mais eficaz inclui, além das competências cognitivas, a construção de uma relação de confiança e comunicação contínua entre PVVIH e o profissional. Também são valorizadas intervenções que tornem compreensíveis os conceitos como “indetectável = intransmissível” (I=I), reforçando a adesão e a autonomização.

Perspetiva dos profissionais de saúde

Para quem cuida, promover a literacia em saúde é central para assegurar a tomada de decisões esclarecidas e para melhorar os resultados com ganhos de saúde. Isto implica usar linguagem clara, validar a compreensão (ex.: método teachback) e adaptar mensagens ao contexto socioeconómico e educacional de cada pessoa.

Os profissionais são desafiados a:

  • Avaliar de forma contínua as barreiras de literacia que podem existir em cada pessoa;
  • Estruturar a comunicação de modo interativo, verificando se a mensagem foi realmente compreendida;
  • Estimular a confiança através de uma abordagem empática, consistente e personalizada.

A literacia em saúde é uma pedra angular no contexto do VIH, tanto para quem vive com o VIH como para os profissionais que cuidam. Do lado da PVVIH, promove o entendimento e o empenho no autocuidado; do lado do prestador de cuidados, é uma competência prática que potencia a eficácia da comunicação e a relevância das intervenções.


VIH em Portugal. Entrevista com a Enf. Catarina Esteves Santos

A Enf. Catarina Esteves Santos é especialista sem Saúde Mental e Psiquiatria dedicada à consulta de VIH, na consulta de Imunodeficiência do Hospital de Cascais.

Autora e coautora de diversos documentos científicos, formadora em diversos cursos e eventos na área da Enfermagem em VIH nacionais e internacionais. Elemento da direção do EHNN (European HIV Nursing Networking) desde 2007; fundadora do Grupo de Trabalho Português de Enfermeiros VIH para uniformizar e valorizar o papel da enfermagem afiliado à APECS (Associação Portuguesa para o Estudo da SIDA), do qual integrou a direção executiva de 2018 a 2022. 

 

1. Que dados nos pode dar sobre a evolução do VIH em Portugal? 

A infecção por VIH em Portugal tem evoluído ao longo dos anos, com diferentes tendências e desafios. Em Portugal tem-se uma redução no número de novas infecções, devido às campanhas de prevenção, melhor acesso a tratamentos e testes mais abrangentes. 

Dos resultados apresentados no Relatório Infeção por VIH em Portugal em 2023, são de destacar os seguintes:  

  • Foram notificados 804 casos de infecção por VIH com diagnóstico em 2022, estimando-se que 45 352 pessoas vivam com VIH (PVVIH) em Portugal; 
  • Redução de 56% de novos casos de infecção por VIH e de 74% no número de novos casos de SIDA; 
  • 75,5% dos novos casos ocorreu no género masculino, em adultos e adolescentes com mais de 15 anos (3,1 casos por cada caso em mulheres) e a mediana de idade à data do diagnóstico foi de 37 anos; 
  • Em 54,5% dos novos casos a idade à data de diagnóstico estava entre 20 e 39 anos, e em 23% acima dos 50 anos; 
  • A transmissão heterossexual (HT) mantém-se como a mais frequente (47,7%) no global, sendo que os casos em homens que têm sexo com homens (HSH) corresponderam à maioria dos novos diagnósticos em homens (61,8%). 

Relatório completo: (https://www.insa.min-saude.pt/relatorio-infecao-por-vih-em-portugal-2023/

 

2. Que fatores estarão, na sua opinião na base do crescimento entre a população mais jovem? 

O crescimento pode ser atribuído a uma combinação de fatores interrelacionados e multifacetados, incluindo: 

Desinformação e Estigma: A falta de conhecimento adequado sobre o VIH é um problema crítico que perpetua mitos e desinformação. O estigma social em torno do VIH pode dissuadir os jovens de procurarem informação e realizarem testes, devido ao medo de serem julgados ou discriminados. 

Comportamentos de Risco: O comportamento sexual de risco, como a prática de sexo sem preservativo, contribui significativamente para o aumento de casos. A falta de consciencialização sobre a importância do uso de preservativos e a percepção por vezes errónea de se estar num relacionamento seguro elevam esses riscos. Além disso, o uso de álcool e drogas pode comprometer a capacidade de julgamento, levando a decisões inseguras durante o sexo. 

Acesso a Serviços de Saúde: Muitos jovens enfrentam dificuldades económicas, falta de privacidade e confidencialidade, e uma oferta limitada de serviços de saúde sexual e reprodutiva.  

A educação sexual, a redução do estigma, a promoção de comportamentos seguros e a eliminação das barreiras ao acesso a serviços de saúde são medidas essenciais. Somente com uma abordagem holística e inclusiva será possível diminuir a incidência do VIH entre os jovens e promover uma geração mais informada e saudável.

 

3. O que podemos fazer para prevenir mais?

A implementação de forma coordenada de várias estratégias integradas entre unidades de saúde, estabelecimentos de ensino e municípios (base da iniciativa Fast-Track Cities)*,  podem reduzir a incidência de VIH, promovendo uma geração mais saudável e bem informada, como: 

  1. Educação Sexual: Com programas abrangentes nos locais de ensino (desde o 1º ciclo ao sénior) que fornecem informações sobre o VIH, métodos de prevenção e a importância do teste regular; além de abordar questões de consentimento, relacionamentos saudáveis e comunicação sexual. 
  1. Distribuição de Preservativos: Informar sobre o acesso gratuito a preservativos (que acontece nos centros de saúde e organizações de base comunitárias) é crucial e com campanhas educativas sobre o uso correto dos preservativos. 
  1. Teste Regular e Precoce: Promover a realização de testes de VIH é vital para o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, através de campanhas de sensibilização e a oferta de testes gratuitos e confidenciais para incentivar a população a se testar regularmente e desmitificar o teste. 
  1. Redução do Estigma: Criar campanhas de sensibilização que promovam a informação, aceitação e a compreensão, com linguagem universal e inclusiva. 
  1. PrEP: Informar sobre a disponibilidade, eficácia e acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP) e profilaxia pós-exposição (PPE) pode proteger indivíduos em situações de maior vulnerabilidade. 

*(A iniciativa Fast-Track Cities é uma parceria global entre municípios de todo o mundo e quatro parceiros principais – a Associação Internacional de Provedores de Cuidados contra a SIDA (IAPAC), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA), a Organização das Nações Unidas Programa de Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Cidade de Paris: https://fast-trackcities.org/).

 

4. Pode desdobrar por palavras Simples o que e indetectável e intransmissível? 

Indetectável significa que uma PVVIH, ao seguir corretamente o tratamento antirretroviral (o tratamento que impede o vírus de se multiplicar no corpo), reduz a quantidade de vírus no sangue (chamada Carga viral) a níveis tão baixos que os testes não o conseguem detectar.  

Intransmissível quer dizer que quando a carga viral é indetectável, a PVVIH não pode transmitir o vírus a outras pessoas através de relações sexuais.  

Isso é chamado de “Indetectável é igual a Intransmissível” (I=I), mostrando que manter o vírus indetectável também impede a sua transmissão.  

Em resumo: PVVIH e em tratamento não transmitem o vírus. 

Pela 1ª vez na história da infecção por VIH podemos falar em erradicar a doença, segundo as metas da ONUSIDA – Acabar com o VIH até 2030. Como? Se conseguirmos atingir que 95% das PVVIH saibam o seu estado serológico, destas 95% estejam sob tratamento antirretroviral e que destas pessoas que estão em tratamento 95% tenham a carga viral suprimida.  

É essencial garantir que todas as pessoas façam o teste, que as PVVIH tenham e mantenham o acesso ao tratamento antirretroviral e que sejam informadas sobre a importância de manter a carga viral indetectável.  

(The Lancet HIV | VOLUME 4, ISSUE 11, E475, NOVEMBER 2017, U=U taking off in 2017, DOI:https://doi.org/10.1016/S2352-3018(17)30183-2: https://www.thelancet.com/journals/lanhiv/article/PIIS2352-3018(17)30183-2/fulltext).

 

5. Porque escolheu esta área do saber? 

Escolher a área do VIH foi provocado por diversos fatores mas o que me motiva diariamente é o que eu posso e quanto posso promover comportamentos positivos em várias dimensões: 

  1. Impacto Social: A possibilidade de ter intervenções eficazes para minimizar o impacto do VIH nas comunidades. 
  1. Prevenção e Tratamento: Os avanços científicos em prevenção e tratamento permitem melhorar a qualidade de vida das PVVIH, apoiar nas escolhas de estilo de vida saudáveis e prevenir novas infeções. 
  1. Redução do Estigma: Trabalhar nesta área permite-me ser um vector que contribui para uma sociedade mais inclusiva pela redução do estigma e discriminação. 
  1. Educação e Consciência: ser enfermeira envolve a educação para a saúde sobre a prevenção, tratamento e viver com o VIH, permitindo o empoderamento. 
  1. Apoio Psicológico e Emocional: Fornecer cuidados holísticos é considerar a saúde física, o bem-estar emocional, social e psicológico; ajudar a ser resiliente para melhorar os resultados de saúde e qualidade de vida.  
  1. Saúde Pública Global: Contribuir para esta área significa participar de um esforço mundial para controlar e eventualmente erradicar a epidemia. 

Esses elementos tornam a área do VIH uma escolha crucial e gratificante, oferecendo-me oportunidades para fazer uma diferença significativa na vida das pessoas. 


SPLS e GAT firmam protocolo para combater estigma associado ao VIH/SIDA

No dia 5 de setembro de 2025, a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) e o Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) assinaram um protocolo de colaboração, marcando um passo decisivo na luta contra o estigma que ainda persiste em torno das pessoas que vivem com VIH/SIDA.

O acordo foi formalizado entre a Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS, e Dr. João Brito, presidente do GAT, com a presença de vários representantes e parceiros.

O momento foi ainda assinalado por um animado debate com a participação de Ricardo Fernandes (diretor-adjunto do GAT), Laetitia (assessora do GAT), Willian Gomes e a enfermeira e influenciadora digital Catarina Esteves Santos, cujo contributo enriqueceu a reflexão sobre os desafios e caminhos a seguir.

“Estamos no bom caminho, no caminho das redes e da união de vontades, para ajudar a construir um mundo melhor”, sublinhou a presidente da SPLS.

Com este protocolo, ambas as organizações reforçam a sua convicção de que, através da literacia em saúde, do ativismo e da colaboração entre setores, é possível reduzir desigualdades, combater estigmas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com VIH.

 

 


No Dia Mundial da SiDA, é importante lembrar que o estigma e o preconceito são veículos indiretos da transmissão do vírus. O medo da rejeição pode conduzir as pessoas que vivem com VIH a comportamentos de risco. Por isso, de preservativo posto neste 1 de dezembro, dizemos: Nem mais um caso!
#34anoscomamesmamissao

Liga Portuguesa Contra a SIDA

 

 

 

 

 


VIHVER para além do VIH

VIHVER para além do VIH é um projeto colaborativo de cocriação entre a MSD, profissionais de saúde e as associações Ser+, GAT, Liga Portuguesa contra a Sida, AJPAS, AHSEAS e Abraço. Tem como objetivo responder  a necessidades reais de populações VIH+ e seus cuidadores. O projeto conta ainda com o patrocínio científico da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, e está presente da exposição itinerante “A Literacia Faz bem à Saúde”.

Conheça as 6 campanhas:

 

1. Reduzir o risco e promover o rastreio

“Olá! Eu sou o Jorge e tenho 43 anos. Nunca pensei que hoje estaria a viver com VIH. Sempre gostei de estar com várias mulheres, mas nunca pensei que me poderia infetar. Hoje, incentivo os meus filhos e os meus amigos a protegerem-se com preservativo. Quero que tenham acesso a mais informação do que eu tive, quando cresci na Guiné Bissau. Aconselho todos os que têm contactos de risco a fazerem teste VIH. É importante saber do diagnóstico para começar tratamento: não ter sintomas e não passar o vírus a mais ninguém.”

2. Dificuldades com a medicação

“Olá, eu sou o Carlos e tenho 50 anos. Fui diagnosticado há 2 anos, sou seguido e já comecei o tratamento, mas esqueço-me muitas vezes de tomar a medicação a tempo. Mas como me sinto bem, não me preocupo muito.”

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3. Ajudar quem ajuda

“Olá! eu sou o Hugo e tenho 70 anos. Vivo com o meu filho Simão de 40 anos que é dependente dos meus cuidados para tudo. O meu dia a dia é passado a cuidar do Simão. Sinto-me muito cansado, sozinho e não tenho tempo para cuidar de mim.”

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4. Eu não sou o vírus

“Olá, eu tenho 33 anos. Sou VIH positivo, estou indetetável e não transmito o vírus a ninguém. Gosto de mim e não tenho vergonha de ser portador de VIH, quero que me vejam como sou, além do vírus que tenho. Quero ter um filho. Quero envelhecer com quem amo e com quem me ama. E a infeção por VIH não me impede de fazer nada disto. Clica aqui e perceberás o que te queremos contar.”

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 5. Saúde mental

 

“Olá eu sou o Joaquim e tenho 57 anos. Tomo a medicação todos os dias para o VIH, tenho a carga viral indetectavel e por isso não transmito o vírus. Eu tenho essa informação, mas a minha família e alguns dos meus amigos não o sabem, o que me assusta, deixa triste e faz com que me isole muitas vezes.”

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6.Ter uma vida normal

“Chamo-me Aua, tenho 37 anos, sou guineense e vivo com VIH. Tenho 2 filhos e duplo emprego para conseguir sustentar a família. Faço de tudo para esconder a minha infeção, por receio de perder o emprego e de ser excluída da sociedade e em particular, da minha comunidade.”

Descarregar PDF ASHeAS

 


Conhecimento é o melhor remédio

Com todos os materiais disponibilizados, pretende-se partilhar informação de forma a reduzir o estigma e a discriminação em relação ao VIH.

Procura-se prevenir a transmissão, mas também ajudar quem está infetado e os seus cuidadores a viver o seu dia a dia com toda a normalidade. Sim, isso é possível.

Conhecimento é o melhor remédio e ser acompanhado faz toda a diferença. Qualquer dúvida fale com o seu médico.

Saiba mais e consulte a página do projeto aqui.