MOV.ONIC@ — Dia Nacional de movimento e atividade física para pessoas com doença crónica

Data Evento

28 de Setembro, 2024    
10:30 - 15:30

MOV.ONIC@ — Dia Nacional de movimento e atividade física para pessoas com doença crónica

Uma verdadeira experiência sensorial. O que pode fazer? Passear, correr, fazer jogos, dançar, relaxar, fazer rastreios, experimentar alimentação saudável. Tudo para a pessoa com doença crónica, dos mais novos aos mais velhos.

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A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), o INATEL – Parque de Jogos 1º de Maio (Lisboa), o CIDEFES – Universidade Lusófona, e o Coordenador do Plano Nacional de Envelhecimento Ativo e Saudável, em colaboração com outras sociedades, associações de doentes e instituições, pretendem dinamizar um dia nacional para a sensibilização para a atividade física de pessoas com doença crónica. Este dia será a 28 de setembro de 2024, das 10:30 as 15:30.

Na organização das atividades físicas contamos com um conjunto de personalidades: Os Fisiologistas do CIDEFES – Universidade Lusófona de Lisboa que estão diretamente envolvidos na programação deste dia de atividade física com a organização dos Professores António Labisa Palmeira, José Morgado, Lúcia Gomes e Ana Sousa  assim como contamos com a participação e apoio científico do Professor Romeu Mendes e do Professor Pedro Maciel Barbosa.

A iniciativa conta com o apoio científico da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

 

A Direção-Geral da Saúde patrocina este evento, assim como a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar

Estão também já confirmadas as seguintes sociedades e associações:

  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia
  • APIR – Associação Portuguesa de Insuficientes Renais
  • Associação 3 Cs
  • Associação Cavernoma
  • Associação Portuguesa de Fibromialgia
  • APEF – Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia 
  • Associação Portuguesa de Prader Willi
  • Diabetes em Movimento (Professor Romeu Mendes);
  • MOG – Movimento do Cancro do Ovário e outros cancros ginecológicos
  • SPEM – Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla
  • EVITA
  • Câmara Municipal de Mafra
  • Universidade Lusófona
  • CIDEFES
  • Grupo de Fisioterapia Respiratória
  • Associação Portuguesa de Doentes da Próstata

Outras estão a juntar-se a este grupo nacional que acredita que o movimento dá mais saúde, mais conexão social e mais participação de todos.

 

Data e local do evento

  • Estádio 1.º de Maio do INATEL, na Avenida Rio de Janeiro, Lisboa
  • No dia 28 de setembro de 2024, das 10:30 às 15:30 horas.

 

Comissão científica

  • Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, Coordenadora do evento e Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde
  • Professor Doutor José Mendes Nunes, Coordenador do evento e Conselheiro da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde
  • Drª Silvia Monteiro, Sociedade Portuguesa De Cardiologia, ACCA National Representative; National Coordinator of the EORP NSTEMI Registry
  • Professor Doutor Romeu Mendes,  Diretor-Adjunto do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física da Direção-Geral da Saúde, e o Coordenador do “Diabetes em Movimento” e do “SWEET-Football” – programas comunitários de exercício físico para pessoas com diabetes tipo 2
  • Professor Doutor Pedro Maciel Barbosa, subcoordenador para os Cuidados de Saúde Primários na ULS de Matosinhos
  • Dr. Jorge Hernâni-Eusébio, docente na Escola de Medicina da Universidade do Minho

Comissão organizadora

  • Professora Doutora Cristina Vaz de Almeida, Coordenadora do evento e Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde
  • Professor Doutor José Mendes Nunes, Coordenador do evento e Conselheiro da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde
  • Terapeuta Mariana Fonseca, Vice-Presidente da SPLS
  • Dra. Vânia Costa, Vice-Presidente da SPLS
  • Enf. Ana Veiga, Presidente do Conselho Fiscal da SPLS
  • Dra. Vânia Lima, Diretora de Comunicação da SPLS
  • Terapeuta Hélio Bragança

1.º Dia da Atividade Física na Doença Crónica 

 Membros da equipa do Centro de Investigação em Desporto, Educação Física e Exercício e Saúde (CIDEFES) e da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona: António Labisa Palmeira, José Pedro Morgado, Catarina Nunes Matias, Lúcia Gomes, Ana Sousa. 

 

José Pedro Morgado 

 José P. Morgado é investigador e docente na área das Ciências do Desporto. Doutorado em Motricidade Humana, com especialização em Fisiologia do Exercício, possui também um mestrado em Treino de Alto Rendimento pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa. Participou em diversos projetos financiados, tanto nacionais como internacionais, abrangendo desde investigação sobre avaliação e monitorização do treino e exercício físico até intervenções comunitárias no âmbito do programa Erasmus+ Sport da Comissão Europeia. Autor de numerosos artigos e capítulos de livros sobre imunologia e fisiologia em atletas, possui vasta experiência no ensino superior, supervisionando disciplinas da licenciatura, mestrado e doutoramento. Objetiva a integração entre o meio académico e a aplicação prática, com o objetivo de melhorar o entendimento e procedimentos de avaliação e controlo do processo de treino, do desempenho desportivo e da saúde. 

 

Lúcia Gomes 

 ORCID: 0000-0002-3281-2877 

Lúcia Gomes é investigadora docente na área da educação física, desporto e atividade física na Universidade Lusofona . Doutorada em didática da educação pela Universidade Lusofona, possui também um mestrado em Psicologia do do Desporto da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e licenciatura em Educação Física e Desporto pela Universidade Lusofona. Conta com mais de 20 anos de experiência na lecionação em Educação Física e no Ensino Superior. Na vertente académica e científica resultam colaborações e coordenação em vários projetos de investigação financiados a nível internacional (Erasmus +), e nacional (PRR), distinção académica e publicações de artigos científicos publicados em revistas internacionais com fator de impacto, capítulos de livros e atas de congressos nacionais e internacionais científicos de especialidade, resultantes de comunicações orais. Como atividade complementar é colaboradora do Spectrum Teaching Styles. 

 

Ana Sousa  

ORCID: 0000-0001-6423-4752 

Ana Sousa possui Doutoramento em Educação, Mestrado em Ciências da Comunicação, Marketing e Publicidade, além de Licenciatura em Educação Física e Desporto e Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas. Atua como Professora Auxiliar na Faculdade de Educação Física e Desporto e Diretora da Pós-Graduação em Gestão e Marketing do Desporto. Coordena o 3º ano da Licenciatura em Educação Física e Desporto e os estágios em exercício e bem-estar. Foca-se em Ciências Sociais, com ênfase na Educação e nas Ciências Empresariais, investigando organizações desportivas nas vertentes educativa, social e de desenvolvimento estratégico e marketing. Experiência adicional inclui cargos de coordenação em organizações desportivas e atuação como Técnica Superior no departamento de desporto da Câmara Municipal de Lisboa. 

 

António Labisa Palmeira  

ORCID: 0000-0001-6508-0599 

António L. Palmeira é o diretor do CIDEFES e director Executivo da International Society of Behavioral Nutrition and Physical Activity (ISBNPA). Publicou cerca de 100 artigos em revistas especializadas, mais de 200 trabalhos em actas, tem quatro livros publicados. Foi orientador de mais de 100 dissertações e teses em ciências da saúde, ciências da educação e ciências sociais. Recebeu cinco prémios. Nas suas actividades profissionais interagiu com 116 investigadores na autoria de artigos científicos. Os termos mais frequentes no contexto da produção científica são Atividade Física, Variáveis Psicossociais, Gestão do Peso, Adolescentes, Obesidade, Motivação para o Exercício, Bem-estar, Mulheres, Composição Corporal e Imagem Corporal. 

 

 Catarina Nunes Matias 

ORCID: 0000-0003-2847-5924 

Catarina N. Matias é Bioquímica de formação base e Doutor (com Distinção e Louvor) em Motricidade Humana na Especialidade Atividade Física e Saúde pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa. 

Conta com mais de 10 anos de experiencia na lecionação no ensino superior, e paralelamente à vertente académica atua numa vertente cientifica da qual resultaram colaborações e coordenação em mais de 15 projetos de investigação financiados quer a nível nacional (FCT) quer a nível internacional (EHI, Erasmus +), prémios e distinções cientificas por pares, mais de 80 artigos científicos publicados em revistas internacionais com fator de impacto, e quase o mesmo numero de resumos científicos publicados em revistas internacionais com fator de impacto e em atas de congressos nacionais e internacionais científicos de especialidade, resultantes de comunicações orais ou em painel em congressos científicos. As suas contribuições académicas e científicas visam cada vez mais a integração academia – mundo real com implementação de metodologias praticas e ecológicas de avaliação ao nível da saúde e rendimento desportivo. 

 

Pedro Maciel Barbosa

– Fisioterapeuta coordenador para os Cuidados de Saúde Primários na ULS Matosinhos
– Doutorado em Saúde Pública pelo ISPUP, Universidade de Medicina do Porto
– Professor Adjunto Convidado Escola Superior de Saúde do Porto
– Coordenador Grupo trabalho Saúde Pública e Comunitária da Ordem dos Fisioterapeuta

 

 

Hélio Bragança da Silva

Pós-graduado e Mestrando em Reabilitação Cardiovascular pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal.

Fisioterapeuta na Clínica Fisioterapia Egas Moniz.

Professor na Egas Moniz School of Health and Science.

Professor Assistente Convidado na Escola Superior de Saúde – Instituto Politécnico de Leiria.

Presidente do Grupo de Interesse em Fisioterapia Cardiorrespiratória (GIFCR) da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (APFISIO).

As suas áreas de interesse incidem na Saúde Cardiovascular, nas Condições Metabólicas e nas questões relacionadas com a Equidade em Saúde.


Reconhecendo a ligação significativa entre a atividade física e as doenças não transmissíveis (DNT), os estados membros da OMS concordaram em atingir uma redução de 15% na inatividade física de adultos e adolescentes até 2030 (2024).

O que pode ser feito então?

· Promover competências + conhecimento, + capacidades- fazer e mais atitudes + olhar aos contextos

· Promover o entusiasmo com exemplos de sucesso

· Dar oportunidades as pessoas – locais aprazíveis para fazer movimento, equipamentos de ginástica em parques, atividades de grupo

· Envolver os que promovem a atividade física nos cuidados de saúde primários

· Ensinar claramente quais os exercícios para cada idade – audiovisual, imagens e textos

· Destacar as boas práticas nos vários municípios, organizações, empresas

· Fazer campanhas construtivas que destaquem os benefícios da atividade física em todas as idades

 

O 4.º relatório Building Momentum descreve quatro processos políticos fundamentais que são essenciais para políticas eficazes de actividade física nos cuidados de saúde primários.

Eles são:

1. Utilizar as evidências: os decisores políticos devem utilizar as evidências para conceber e implementar políticas de promoção da atividade física em ambientes de cuidados de saúde primários e garantir uma adesão sustentada. Isto inclui a recolha de evidências de pessoas com experiência de vida – as perspectivas dos pacientes e dos grupos populacionais visados pelas políticas são particularmente valiosas.

2. Construir uma compreensão e objectivos políticos partilhados: garantir a compreensão entre os departamentos governamentais sobre os benefícios da promoção da actividade física nos cuidados de saúde primários pode ajudar a promover um amplo apoio político. E não subestime o papel que os defensores das políticas podem desempenhar na promoção do progresso político!

3. O contexto é importante: as abordagens devem ser relevantes para que a política seja introduzida e implementada com sucesso. Devem ser tidas em conta os modelos de sistemas de saúde, os contextos políticos e as realidades sociais e culturais.

4. Equidade: se for bem concebida, a política de actividade física deverá ajudar a contribuir para a melhoria, e não para o alargamento, das desigualdades na saúde. Os decisores políticos devem convidar e envolver-se com uma variedade de partes interessadas, especialmente aquelas que representam populações vulneráveis ou desfavorecidas que podem ser desproporcionadamente afetadas pelas políticas existentes.

Uma política bem concebida sobre a promoção da actividade física nos cuidados de saúde primários é uma oportunidade fundamental para melhorar a saúde e o bem-estar a curto e longo prazo da população a nível mundial.

 

Fontes: https://www.who.int/news/item/26-06-2024-nearly-1.8-billion-adults-at-risk-of-disease-from-not-doing-enough-physical-activity