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SUMMARY:Dia Internacional das Lesões da Coluna
DESCRIPTION:Dia Internacional das Lesões da Coluna \nPor José Mendes Nun
 es\, sócio da SPLS \n\n\n\nA lesão da coluna vertebral refere-se à dan
 ificação da medula espinhal\, mais frequentemente causada por traumatism
 os evitáveis como acidentes de viação e quedas. Contudo\, embora menos 
 frequentes\, também podem ser devidas a doença degenerativas\, vasculare
 s\, infeciosas\, tóxicas e congénitas. \n\nOs sintomas e o impacto na f
 uncionalidade dependem da zona da coluna vertebral afetada. A medula espin
 hal é um sistema de comunicação entre o sistema nervoso central e os ó
 rgãos periféricos. Então\, facilmente se compreende que em caso de les
 ão se dá um corte de comunicação deixando de ser possível o sistema n
 ervoso central enviar ordens para a periferia e de receber informação da
 s zonas afetadas. A secção da medula espinhal\, para além de levar à i
 mpossibilidade de mobilizar os membros afetados\, interfere com o controlo
  das funções fisiológicas como a mobilidade do intestino e da bexiga e 
 mesmo da atividade sexual.  \n\nA lesão da coluna vertebral gera perda 
 de autonomia pela impossibilidade de realizar as mais variadas atividades 
 de vida diária\, como lavar-se\, vestir-se ou mesmo comer.  Este quadro 
 assustador\, que não se deseja a ninguém\, deve-se mais frequentemente a
  acidentes que podem ser evitados respeitando as mais elementares regras: 
 1) usar cintos de segurança\; 2) usar capacete nas deslocações de mota\
 , bicicletas ou trotinetes\; 3) respeitar os limites de velocidade\; 4) n
 ão conduzir sob o efeito do álcool ou quaisquer outras substâncias (nã
 o esquecer os psicofármacos). \n\nSublinho a importância do cumprimento
  das regras de trânsito. A este propósito\, confesso que fico perplexo q
 uando alguém\, a propósito da colocação de radares de controlo de velo
 cidade\, diz que é “uma caça às multas”! Este é um argumento revel
 ador de grande incapacidade cognitiva e insensibilidade social. A multa s
 ó vai para quem transgride. Quem transgride é que se entrega para ser mu
 ltado colocando a sua vida em risco e\, pior\, a dos outros. Só a total i
 nsensibilidade social explica\, mas não justifica\, tão grande disparate
 .  \n\nMuitas vezes as próprias noticias nos media desculpabilizam os i
 nfratores e culpabilizam os que nada contribuíram para o sinistro. Algué
 m vai a 200km por hora numa estrada de 90\, mas a notícia é “ambulânc
 ia demorou 20 minutos a chegar ao local da acidente”. Para acabar com o 
 flagelo dos acidentes mortais e incapacitantes\, que diariamente temos nas
  nossas estradas\, é fundamental que não sejamos complacentes com os pre
 varicadores. Verdadeiros assassinos. Que cada um assuma as suas responsabi
 lidades. Se queremos mudar o mundo comecemos por mudar o nosso.   \n\nI
 sto não quer dizer que não seja fulcral investir e garantir cuidados de 
 saúde de qualidade que permitam a mitigação dos efeitos das lesões med
 ulares: a mortalidade nos países pobres é 4 vezes maior que nos países 
 mais ricos\, os adultos com lesões medulares tem taxas de desemprego supe
 riores a 60%\, as crianças tem significativos atrasos de desenvolvimento.
  Portanto\, nas lesões medulares\, como em quase todos os problemas de sa
 úde\, a pobreza é um fator de risco de mau prognóstico e\, por sua vez\
 , geradoras de mais pobreza.  \n\nA recuperação e integração devem s
 er os principais objetivos nas pessoas com lesões medulares. Para o feito
 \, exige-se grande investimento na medicina de recuperação e na promoç
 ão de autocuidados e\, claro\, não esquecer dos cuidadores. Neste proces
 so procura-se manter o princípio: tudo o que a pessoa (com lesão medular
 ) pode fazer não deve ser feito por outro. Procurar o máximo de autonomi
 a é o desiderato máximo para estes pacientes. \n\n&nbsp\;
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